Coluna ‘Enfim, sós’ – Longe de mim, suína!

23 07 2009

A filosofa Bridget Jones

Como dizia a filósofa Bridget Jones, ‘É uma verdade universal que quando uma parte de sua vida começa a ir bem, a outra cai aos pedaços’. Algo próximo está acontecendo comigo. Antes de mudar de emprego, minha vida profissional tava meio blasé e nunca sobrava um dinheirinho, mas, em compensação, estava seguindo uma dieta regrada, consegui perder peso, parei de fumar, estava indo bem na pós-graduação, via sempre meus amigos, até tinha tempo para atualizar minha coluna aqui no blog sem problemas e estava saudável toda vida.

Agora que estou de emprego novo, minha vida profissional está às mil maravilhas, mas todo o resto anda meio afetado: danou-se a dieta (maldita kopenhagen!), já recuperei um quilo, quase acendi um cigarro (quase mesmo), entreguei o último trabalho da pós nas coxas, meus amigos estão achando que eu morri e esse é o meu primeiro post em duas semanas.

Só faltava a minha saúde começar a despirocar. Faltava… Eu tenho certeza ‘bi-ço-lu-ta’ que eu vou ficar gripada ainda essa semana. E não é qualquer gripezinha, não! É daquelas que derrubam Ogros, meus amigos voyeres! Pra vocês terem uma idéia, meu Ogrinho ficou três dias de cama semana passada por causa de uma gripe doida que ele pegou. Os médicos disseram que não era a tal suína, mas do jeito que minha vida anda, to apelando pra tudo quanto é anti-gripal do mercado (de vitamina C a suco contra gripe). Se meu Ogro que é todo resistente arriou, imagina eu que sou derrubada por qualquer resfriadinho safado?!

Anyway, enquanto num gripo, vou aproveitar que to me acostumando com a rotina nova e vou começar a botar ordem nessa bagunça que anda minha vidinha. Pelo menos, tenho boas notícias: minha faxineira amada retornou de suas férias e está proibida a me abandonar por, no mínimo, 10 anos, minha filhinha canina chega aqui em casa nesse final de semana, o blog bombou semana passada com o último post do Léo e, a melhor de todas, hoje já é quinta-feira, minha gente!

Pra finalizar, vou tentar fazer minhas as palavras da guru Bridget Jones: ‘Nova resolução: perder peso… e beber menos… e parar de fumar… e parar de falar besteira para estranhos… na verdade, parar de falar de uma vez!’ =P





Coluna ‘Enfim, sós’ – O Exorcismo do Hulk

8 07 2009

Hulk fêmea

Meu maior defeito definitivamente é a ansiedade. Eu tenho a teoria de que herdei essa particularidade da família do meu pai. Sei que ansiedade não é uma característica genética, mas como se explica o fato de que todos da família sofrem, em igual escala, desse mal? Coincidência? Criação?

De qualquer maneira, o fato é que somos pessoas extremamente ansiosas e todos, de uma forma ou de outra, terminamos por canalizar essa nossa ansiedade de formas diferentes, mas, em todos os casos, muito prejudiciais à saúde. Alguns comem e compram compulsivamente, outros fumam horrores e são extremamente irritáveis. No meu caso, acho que reúno, mesmo que em menor escala, todas essas características.

A coisa fica pior quando passo por períodos de estresse, como é o caso do momento que estou vivendo agora: mudança para um novo emprego. Só que a atual conjuntura ainda apresenta um agravante, pois, aproveitando o início da vida a dois, decidi cortar todos os maus hábitos do passado. Em outras palavras, parei de fumar, estou de dieta, indo à academia regularmente, economizando e bebendo apenas socialmente.

Resultado? Pirei na batatinha. Sério, amigos voyeres, a coisa tava preta. Pra vocês terem uma idéia, nesse final de semana meu marido Ogro ficou na dúvida se me internava ou chamava um exorcista: Foram ataques histéricos sem motivo aparente, choros convulsivos, patadas distribuídas à Bangu, crises existenciais e períodos longos de hibernação. Sábado consegui dormir incríveis 16 horas, interrompidas apenas pelo almoço.

O pior de tudo é que eu só me dei conta que eu estava ensandecida pela ansiedade quando, domingo de noite, meu marido Ogro comentou que assistiu um filme na tv à cabo que o lembrou muito de mim. Adivinhem qual era? ‘O incrível Hulk’.

Temendo pela minha sanidade, iniciei a semana afrouxando um pouco meus planos para uma vida mais saudável: almocei um pesado prato de comida japonesa, caprichando, sem dó, nem piedade nos hots, comprei um vestido liiindo que estava namorando há séculos e ataquei sozinha  3 garrafas de cervejas que estavam aniversariando na minha geladeira.

Prognóstico? Totalmente curada.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Como educar um Ogro

22 06 2009

ogro

Ofereço o post de hoje para minhas amigas voyeres que tanto se revoltaram com o meu último desabafo ‘Amélia é que era uma fdp’. Elas me inspiraram a fazer um tratamento de choque com meu marido Ogro para ele começar a dividir comigo as tarefas do dia-a-dia.

A experiência rendeu um aprendizado grande na arte de como lidar com Ogros. Por isso, achei importante dividir o que aprendi com as minhas amigas voyeres que sofrem com os mesmos problemas. Organizei aqui o conhecimento adquirido em 3 dicas que ajudarão vocês a educar seus Ogrinhos em casa:

Dica nº 1 – Seja franca, divida sua insatisfação:

Os Ogros são criaturas perfeitamente capazes de entender nossa angústia, o problema é que eles não são muito sensíveis. Nunca espere que eles ‘percebam’ por conta própria que há um problema. Você precisa falar, com todas as letras, o que a está chateando, se necessário desenhe.

Dica nº 2 – Faça o Ogro se comprometer:

Não adianta apenas fazê-lo entender o problema, é preciso conseguir que ele se comprometa a colaborar. Cuidado para não ser enrolada, eles conseguem mudar o foco com muita facilidade. Minha experiência pessoal diz que contrato oral não adianta, meu conselho é fazê-lo assinar um termo de compromisso (a digital do polegar direito já é suficiente).

Dica nº 3 – Ameace:

O Ogros são criaturas volúveis e manipuladoras. Eles mudam com facilidade promessas e conseguem argumentos que defendam sua preguiça. Não adianta mostrar o termo de compromisso assinado (ajuda, mas não adianta). Por isso, não meça as ameaças. Use todos os recursos de sua mente venenosa. Vale tudo nessa hora, mas, pasmem, a ameaça que tem melhores resultados é a greve da Amélia na hora do almoço: se recuse a fazer qualquer coisa se ele não levantar a bunda do sofá. Se possível, faça exatamente o que ele estiver fazendo (se ele estiver assistindo o futebol, abra uma cerveja e assista junto com ele). Largar calcinhas do mesmo modo que eles largam as cuecas funciona muito bem também.

Por fim, se nada disso der certo, faça o eu fiz nesse final de semana: arme um barraco daqueles. Desça do salto sem dó nem piedade (eu joguei na pia a macarronada que estava servindo na mesa). E se eles te mandarem para a pqp, siga o conselho e vá para casa da sua mãe. Garanto que quando você voltar, estará tudo limpinho esperando por você.

E o Ogro? Devidamente adestrado e morrendo de medo da esposa enlouquecida.





Coluna ‘Enfim Sós’ – Amélia é que era uma fdp!

17 06 2009

Housewife_by_woahhhitsamanda

O novo post ‘Machismo na França, escrito pela nossa correspondente venenosa, Amanda, em seu blog ‘Petit Journal de la Porte Dorée’, me causou insônia ontem. Na verdade, o que aconteceu foi que durante todo o dia agitado que eu tive ele ficou guardadinho no meu inconsciente e só se manifestou no momento em que eu deitei minha cabecinha linda e loira no travesseiro.

Foi naquele momento que as declarações ‘os homens franceses fazem tarefas domésticas… Eles limpam a casa, lavam a roupa, fazem comida, tanto quanto a mulher’ e ‘Aqui não tem essa historia de ‘dupla jornada’ feminina não’ me deixaram fula da vida por ter nascido brasileira e burra. Sim, meus amigos voyeres, burra! Porque até eu começar a matutar essas declarações, eu estava satisfeita e contente por ter dado conta de uma imensa quantidade de roupas para passar, que tinham se acumulado no feriado, em tempo de ter 5 horas de sono (deitei às 2 da manhã). Eu não estava nem puta por ter ficado com bolhas d’água na mão e dor nas costas.

Sou ou não sou uma besta quadrada? Enquanto eu me acabava na tábua de passar, meu digníssimo marido Ogro já estava no seu vigésimo sono e, inclusive, não queria ser perturbado no quarto, portanto, eu que guardasse as roupas na pontinha do pé.

Pensem comigo: trabalho tanto ou mais que ele e estudo à noite a mesma quantidade de horas que ele. Por que, então, a tarefa de passar aquela quantidade enorme de roupa não foi dividida irmãmente? Se a gente ficasse responsável cada um por sua roupa já seria um adianto danado. As camisas sociais dele são ‘’ para passar, quando você termina um lado, a porra do outro lado já ta todo amassado. Um inferno!

O mesmo vale pra faxina e pra comida. Passo minhas sagradas horas do final de semana que nem uma Amélia, me dividindo entre o fogão e o esfregão. O máximo que ele faz, mesmo assim no tempo dele (que é sempre depois de algum jogo de futebol), é estender uma roupa e secar o banheiro. E vamos combinar que isso num dá trabalho nenhum, kct!

Enfim, sou uma burra e a sociedade brasileira é escrota toda vida. Porque se eu começar a fazer escândalo exigindo direitos iguais dentro de casa e me recusando a levantar da cama em tempo pra arranjar o almoço do Ogro, eu vou ser taxada de preguiçosa que não cuida do marido direito. ‘Quê que tem fazer uma faxininha e passar uma roupinha enquanto sua faxineira de uma vez na semana está de férias?’, minha mãe me pergunta. Até minha ‘pópria’ mãe fica contra mim… E o Ogro repetindo animadamente o que a vovó dizia pra ele: ‘Em casa que tem mulher, homem não trabalha!’.

Tô lascada mesmo, só Jesus na minha vida!





Coluna ‘Enfim, sós’ – Por que parei de fumar mesmo?

4 06 2009

cigarro

Ontem eu me fiz essa pergunta depois de 3 meses sem fumar… Sabe quando você tem um dia daqueles no trabalho e, depois do expediente interminável, você ainda precisa enfrentar 3 horas maçantes de aula pela frente? Pois é, meu dia foi pior: porque além das 3 horas de aula ainda tive que discutir o trabalho em grupo que será apresentado na semana seguinte, porque o professor não tinha o que fazer, resolveu passar um mega, hiper, ultra trabalho que precisa de uma maldita apostila de explicação para entendermos como executá-lo. Oi? Eu tenho vida além da pós!

Se a história do meu dia acabasse por ai, acho que já era justificativa suficiente pra eu precisar de um cigarro. Mas ainda tem mais! No finzinho da discussão do trabalho em grupo (quase 22:40 da noite), meu digníssimo marido Ogro me liga: ‘Amor, ta onde?’, ‘Por que tem gente rindo aí no fundo? Você ta aprontando? Olha lá, hem?!’, ‘Sei… Escuta, dá pra você trazer um chocolate pra mim?’, ‘Deixa de ser imprestável, não custa nada passar na padaria e comprar um chocolate pra mim’.

Como assim, Bial? Imprestável? Eu ainda tinha 40 minutos de metrô pela frente, 10 em uma integração pra conseguir chegar no meu ponto quase meia noite e ainda ter que passar na padaria e comprar um chocolate pro Ogrinho quentinho, embaixo da coberta, assistindo futebol? Num fode!

Mas sabe como é, 40 minutos de metrô e 10 de integração foram suficientes pra me acalmar e a padaria não parecia tão longe assim, eu até precisava comprar pão pro café da manhã mesmo. Enfim, lá foi a palhaça comprar o chocolate. ‘Niki’ eu chego lá, qual foi minha surpresa ao descobrir que não tinha o bendito chocolate? Liguei pro Ogro e perguntei se servia um biscoito recheado e olha o que eu ouço: ‘Não, obrigado, só serve chocolate mesmo’.

Respirando fundo, voltei pra casa no passo de ‘não quero ser assaltada’/ ‘to atenta, não tente nada comigo’ e quando chego, surpresa! Tudo virado de cabeça pra baixo: Louça na pia, garrafas d’água vazias, sanduicheira toda cagada de queijo, sapatos, meias e camisas sujas (sim, no plural) espalhados pelos cômodos, copos (sim, no plural) largados no chão da sala, joysticks do Playstation no chão do escritório… E o Ogro, você me pergunta? Exatamente como eu esperava: esparramadão no sofá, debaixo da manta, assistindo futebol.

O ódio… Ai, o ódio! Foi exatamente nesse momento que eu me perguntei: por que caralhos cabeludos eu parei de fumar mesmo? Por causa da minha saúde? Pra não ficar fedendo à fumaça? Sim, claro… Mas teve mais um motivo forte, qual foi mesmo? Ah, o Ogro! Tinha que ser o Ogro… E tem gente que dá um braço pra casar cedo.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Como me casei aos 25 anos

25 05 2009

bride

Na verdade, nunca sonhei em me casar. Sempre achei que ia terminar morando junto com um carinha e embuchando quando fosse a hora de embuchar. Mas casar mesmo, nunquinha! Amigos voyeres, eu até achava ridículas aquelas meninas que ficavam repetindo o mantra: ‘To ficando pra titia, já tenho 25, até conhecer um cara legal terei 26, até noivarmos 27, até planejar o casamento 28, até casar 29, até ter filho 30’.

Não me julguem… Como eu podia adivinhar que ia encontrar meu Ogrinho antes dos 30 anos? Pra vocês terem uma noção da falta de planejamento, eu já conhecia meu Ogro antes mesmo de reparar nele e, quando reparei, nem estava muito a fim de conhecer ninguém. Eu estava naquela fase ‘eu me basto’, ‘Homem é Tudo Palhaço’ e ‘na próxima vida quero ser lésbica’. Acredito que se fosse qualquer outro, eu cagaria solenemente.

Pois bem… Quando reparei já estava namorando sério e, depois da segunda piscadela já estava noiva, de apartamento comprado e planejando a festa de casamento. Casamento… Hum… Essa foi outra surpresa. A primeira idéia era casar na praia, com um vestidinho florido, em uma cerimônia para amigos mais íntimos, família mais próxima e com um amigo ‘Joey’ como mestre de cerimônias. Quem disse que consegui o que queria? As coisas mudaram tão rapidamente de proporção, que nem sei ao certo como fui acabar gastando trinta mil em uma festa para 250 convidados e dentro de um vestido que pesava 3 quilos. A única coisa que consegui manter foi não casar na igreja, até porque hipocrisia tem limites e eu sou agnóstica, kct!

Enfim, amiguinhos voyeres, não estou reclamando da minha vidinha, só estou dizendo que parece que cai aqui de pára-quedas e que não deu tempo pra me preparar direito pro que vinha. Pois bem, curtam comigo as peripécias da minha vidinha mais ou menos. E não percam: no próximo post tem a história do dia fatídico – o casamento!





Coluna ‘Enfim, sós’ – Como virei destiladora de venenos

25 05 2009

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Alguns poucos amigos já conhecem a brincadeira por trás desse blog e da minha coluna ‘Enfim, sós’. Mas, para benefícios dos nossos outros voyeres menos por dentrex, vou explicar porque tivemos essa idéia sádica: foi, ‘tipo assim’, para substituir 1 hora de psicanálise por semana / confissão ao padre / confidência para melhor amiga / caixa mega, ultra, power, advanced de chocolate / potão de Häagen-Dazs e saco de pancada.

A minha vida depois que casei virou uma corrida maluca. Mal dá tempo de respirar, quem dirá desabafar com alguém sobre as sandices que me acontecem e as paranóias que só eu tenho quase todos os dias. Por isso (e para não enlouquecer meu maridinho ogro), achei mais fácil botar no papel (no caso, nesse blog), meus pensamentos doidos de cada dia.

Mas, antes de pôr a mão na massa, resolvi comentar com 3 dos meus melhores e mais venenosos amigos sobre essa idéia e não é que eles gostaram tanto que resolveram escrever também? Pois bem, esse é o post de abertura da minha coluna. Em breve, os meus companheiros venenosos estréiam por aqui também! Não percam, porque tem muita coisa boa vindo por aí!