Ser ou não ser para animais?

1 09 2009

gatinho-e-cao-orelhao“Existem pessoas para cães e pessoas para gatos”. Vi isso em um episódio de Arquivo X há alguns anos e achei tão interessante que, até hoje, sempre que conheço uma pessoa, uma das primeiras coisas que tento descobrir é se ela prefere gatos ou cachorros. Claro que eu não faço ou deixo de fazer amizade com alguém só por gostar ou não do seu animal de estimação, mas a verdade é que existe uma clara diferença de personalidade entre as pessoas que preferem cães e as que preferem gatos. Vou dividir com vocês as minhas observações de alguns anos que talvez não correspondam à verdade, pois não tenho nenhum embasamento científico para confirmá-las. Mesmo assim fazem muito sentido pra mim.

Pessoas para cães são mais sentimentais, têm mais necessidade de receber e dar afeto, normalmente pensam nos outros antes de pensarem em si, gostam de se sentirem especiais pelo que fazem, se sentem felizes por poder ajudar ou cuidar de outra pessoa e, principalmente, são confiáveis. Qualquer semelhança com a personalidade dos nossos amigos caninos não deve ser mera coincidência…

Pessoas para gatos gostam de independência, são mais frias e se preocupam muuuuito com sua imagem (são do tipo que, enquanto conversam na rua com alguém, ficam olhando seu reflexo no vidro da loja mais próxima pra ter certeza de que o cabelo está bem arrumado). Não vou chamá-las de interesseiras, mas se você não for interessante ou não tiver o que elas precisam, elas provavelmente não te ligarão com muita freqüência. E se você cometer um erro, não espere que uma pessoa para gatos vá te consolar. Elas não são muito tolerantes com imperfeições.

Eu me julgava uma pessoa para cactos (não precisam de nenhum tipo de cuidado, só uma gota de água uma vez por mês), mas seres do Reino Vegetal não entram na teoria. E, além do mais, por mais que eu ache os gatos engraçados, é dos caninos que eu gosto. Definitivamente, sou para cães. Assim como a maioria dos meus amigos. Preconceito? Não! Pouco provável que seja coincidência, também. Sempre foi assim, desde antes de eu conhecer essa teoria. Acho que é só porque eu sei que eles não vão se importar muito se eu virar o pote da ração.

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Coluna ‘Enfim, sós’ – Uma vez Flamengo, sempre flamengo?

28 08 2009

Flamenguista doenteNo meu último post, falei o quanto me incomodava conviver com algumas raças de seres vivos, entre eles, os ‘fanáticos’ de todas as variações. Acabei me alongando ao descrever a espécie ‘fanaticus religiosus sp’ e acabei por negligenciar a variação que mais afeta a minha vida: o ‘fanaticus poresportis sp’, mais especificamente a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’.

Na verdade, eu tenho uma teoria que o cromossomo Y carrega consigo alguns genes tipicamente masculinos, como o da palhaçada, do machismo, da preguiça, da bagunça e, é claro, o do fanatismo por esporte. É evidente que esses genes podem ser recessivos ou dominantes, depende muito de como são estimulados no decorrer da vida.

Acontece que a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’ traz consigo a forma mais dominante do gene do fanatismo por esporte. E adivinhem, amiguinhos voyeres?! Meu marido Ogro sofre desse grave problema genético.

Vocês não têm idéia o quanto eu sofro com isso! Morro de medo de passar esses genes adiante, imagina se meu filho Ogrinho nascer com esse problema?! Tem noção que minha casa vai se tornar um pântano vermelho e preto? Cruzes Credo, Deus me livre, Isola!!!

Mas voltando ao meu atual martírio, as crises de fanatismo são tão grandes que eu to até com medo de tomar ódio do meu ‘póprio’ time, o flamengo. Pra vocês terem uma ideia da gravidade dessa doença, vou contar sobre a primeira crise acontecida em público: a final da taça Guanabara – flamengo x botafogo.

Estávamos passeando na Lagoa Rodrigo de Freitas com alguns amigos, minha filhinha canina, minha mãe e minha sogrinha, quando notei a inquietação do meu Ogrinho. Ele olhava o relógio muito aflito e não sossegou até pararmos em um quiosque para esperar o jogo começar. Todos estávamos rindo e curtindo a tarde, quando meus amigos notaram que o botafogo tinha feito dois gols em cima do flamengo. Daí, danou-se! Sacanearam o Ogro o que podiam e o que não podiam. O mais surpreendente pra mim foi vê-lo quietinho, sem nada responder.

Pois bem, um tempinho depois, todo mundo estava mais bêbado e tinha esquecido totalmente do jogo, quando o flamengo conseguiu, magicamente, dar uma coça no botafogo. A cena que descreverei a seguir é forte e chocou todos os presentes não só na mesa, ou no quiosque, mas chegou também a parar alguns corredores, dois velhinhos que tomavam picolé, fez a nossa filhinha canina uivar e duas criancinhas chorarem. Eis a seqüência de atos do Ogro:

– Urrou: É gol, porra!
– Chutou a cadeira que estava na sua frente
– Socou peito três vezes
– Mostrou os dentes

– Derrubou as latinhas vazias da mesa
– Socou o peito de novo

– Grunhiu
– E ameaçou nossos amigos:
Fala agora, porra! Fala agora!

O que eu fiz? Perdoei lógico, afinal de contas, é patológico, tadinho!