Ser ou não ser brasileiro?

18 06 2009

para o blog

Adorei o último post da Tati (‘Amélia é que era uma fdp’)! Sabe que o texto ‘Machismo na França’ da nossa correspondente venenosa, Amanda, também me deixou puto? Li esse post à noite e passei o dia inteiro seguinte pensando no que ela escreveu, não só sobre as pessoas dividirem tarefas domésticas, mas sobre os valores que essas civilizações mais desenvolvidas têm (não trair, não dar cantadas grotescas) que nós não temos. Quando eu penso nisso me dá vergonha de ser brasileiro…

Tô puto também com o que aconteceu na parada gay! Não que eu goste da parada em si, não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas explodir bombas ou quase matar um cara a chutes é muita ignorância! Se você não gosta de gays, pelo menos pense no dinheiro que eles estão deixando na tua cidade!

E naquela mesma noite, a TV estava ligada no programa Super Pop (écowpt!) e acabei assistindo a uma discussão sobre o fim do mundo em 2012. Eu parei para ver os absurdos que o povo dizia e o que mais me impressionou foi que o entrevistado, um cético que questionava o que estavam dizendo, foi “detonado“. Eu fiquei puto! Pessoas falando absurdos sem nenhum fundamento científico sendo aplaudidas enquanto um cara realista era vaiado e chamado de mal-educado pela apresentadora? Hello-ôw!!!! O Brasil definitivamente merece ser o que é…

Nossa como eu tô puto! Quero ir embora!

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Coluna ‘Enfim Sós’ – Amélia é que era uma fdp!

17 06 2009

Housewife_by_woahhhitsamanda

O novo post ‘Machismo na França, escrito pela nossa correspondente venenosa, Amanda, em seu blog ‘Petit Journal de la Porte Dorée’, me causou insônia ontem. Na verdade, o que aconteceu foi que durante todo o dia agitado que eu tive ele ficou guardadinho no meu inconsciente e só se manifestou no momento em que eu deitei minha cabecinha linda e loira no travesseiro.

Foi naquele momento que as declarações ‘os homens franceses fazem tarefas domésticas… Eles limpam a casa, lavam a roupa, fazem comida, tanto quanto a mulher’ e ‘Aqui não tem essa historia de ‘dupla jornada’ feminina não’ me deixaram fula da vida por ter nascido brasileira e burra. Sim, meus amigos voyeres, burra! Porque até eu começar a matutar essas declarações, eu estava satisfeita e contente por ter dado conta de uma imensa quantidade de roupas para passar, que tinham se acumulado no feriado, em tempo de ter 5 horas de sono (deitei às 2 da manhã). Eu não estava nem puta por ter ficado com bolhas d’água na mão e dor nas costas.

Sou ou não sou uma besta quadrada? Enquanto eu me acabava na tábua de passar, meu digníssimo marido Ogro já estava no seu vigésimo sono e, inclusive, não queria ser perturbado no quarto, portanto, eu que guardasse as roupas na pontinha do pé.

Pensem comigo: trabalho tanto ou mais que ele e estudo à noite a mesma quantidade de horas que ele. Por que, então, a tarefa de passar aquela quantidade enorme de roupa não foi dividida irmãmente? Se a gente ficasse responsável cada um por sua roupa já seria um adianto danado. As camisas sociais dele são ‘’ para passar, quando você termina um lado, a porra do outro lado já ta todo amassado. Um inferno!

O mesmo vale pra faxina e pra comida. Passo minhas sagradas horas do final de semana que nem uma Amélia, me dividindo entre o fogão e o esfregão. O máximo que ele faz, mesmo assim no tempo dele (que é sempre depois de algum jogo de futebol), é estender uma roupa e secar o banheiro. E vamos combinar que isso num dá trabalho nenhum, kct!

Enfim, sou uma burra e a sociedade brasileira é escrota toda vida. Porque se eu começar a fazer escândalo exigindo direitos iguais dentro de casa e me recusando a levantar da cama em tempo pra arranjar o almoço do Ogro, eu vou ser taxada de preguiçosa que não cuida do marido direito. ‘Quê que tem fazer uma faxininha e passar uma roupinha enquanto sua faxineira de uma vez na semana está de férias?’, minha mãe me pergunta. Até minha ‘pópria’ mãe fica contra mim… E o Ogro repetindo animadamente o que a vovó dizia pra ele: ‘Em casa que tem mulher, homem não trabalha!’.

Tô lascada mesmo, só Jesus na minha vida!