Ser ou não ser paranaense?

9 02 2010

Na hora de fechar os meus posts sobre os estados do sul me deparei com um pequeno problema: eu não conheço o meu estado! E olha que passei toda a minha vida no Paraná. Eu tenho algumas teorias pra isso, mas nenhuma realmente me convence, então, acho que vou falar sobre o pouco que eu sei… A história do Paraná é pouco conhecida, mas muita coisa aconteceu por aqui ainda nos primeiros anos da colonização do Brasil. Infelizmente não existe muito interesse em se contar essas histórias (eu mesmo só fui conhecer um pouco da história do Paraná há pouco mais de um ano). Mas isso não significa que o estado não tenha atrativos. E, nesses atrativos, as belezas naturais ocupam a dianteira! Como não falar das Cataratas do Iguaçu? Sem dúvida, um dos lugares mais lindos que conheço! Ainda em Foz do Iguaçu temos a maior usina hidrelétrica do mundo! Eu sei que é só concreto, mas ainda assim tem o poder de te deixar encantado com aquela obra faraônica! Foz do Iguaçu também tem o Parque das Aves, um lugar lindo com algumas espécies de aves (e também de répteis) bem exóticas. É uma boa alternativa pra enfrentar o calor da cidade, o parque é todo arborizado e a temperatura fica mais amena.

No norte do estado estão Londrina e Maringá. Esta última se destaca por ser toda planejada e por ser uma das cidades mais arborizadas do estado, mas, o que mais me atrai em Maringá são os “japagatinhos”. O norte do Paraná recebeu muitos imigrantes japoneses e Maringá é uma das cidades com a maior concentração de orientais no estado.

O Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa apresenta formações rochosas bem interessantes e, não muito longe dali, fica a nossa Capital: Curitiba. A cidade é linda, cheia de lugares bonitos para se visitar (Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Barigui, entre outros), mas aquela história de que o curitibano é frio e fechado é verdade! Não espere fazer amigos por lá. De Curitiba você pode pegar um trem que desce a Serra do Mar e vai até Paranaguá, dizem que o passeio é muito bom, mas ainda não tive a oportunidade de experimentar. De toda maneira, fica o registro. E, já que estamos falando de trens, não posso deixar de comentar sobre os projetos de expansão das ferrovias no estado. A intenção é ligar diversas cidades com trens que poderão transportar passageiros a mais de 100 Km/h. Enquanto isso, quem está disposto a desembolsar uma boa grana em um passeio pode optar pelo “Great Brazil Express”, um trem de luxo que corta o Paraná de Leste a Oeste.

Mas, se nada disso te interessou, talvez lá em Pato Branco, onde tudo é diferente, você possa encontrar algo que te agrade.





Ser ou não ser do sul?

17 01 2010

Não sei ao certo como isso começou, mas desde que me entendo por gente tenho esse sentimento especial pelo sul. Embora eu tenha nascido no Paraná, a região onde vivi (na fronteira com Santa Catarina) foi colonizada essencialmente por gaúchos, portanto, meu amor por cada um desses três estados é o mesmo.

Talvez eu seja um pouco bairrista, mas acho pouco provável que uma pessoa que realmente ame a sua terra não seja. O separatismo é um sentimento bastante forte por aqui e, confesso, já concordei com a idéia. Mudei de opinião depois de conhecer a fundo a história do nosso país, mas dificilmente alguém vai me fazer deixar de ter Bento Gonçalves como um dos meus maiores heróis (sem levar em consideração o Batman, o Homem-Aranha e os Cavaleiros do Zodíaco, claro).

Nos últimos 30 dias estive perambulando pelo Rio Grande do Sul e por Santa Catarina e pude, além de rever, conhecer vários lugares incríveis desses dois estados. Durante a semana vou tentar colocar aqui tudo o que eu vi e que me chamou a atenção, assim, se alguém pretende vir ao sul algum dia, terá uma idéia (meio tendenciosa, é verdade) do que poderá encontrar.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Caso de amor à distância

9 06 2009

best_friends_by_Chebi

Eu sei, seu sei, preciso tirar o ódio do coração senão o próprio coração falha. Sem falar nas rugas… Mas só de pensar nisso já dá um ódio! Porque, do jeito que a minha vida anda, to achando que vou morrer precocemente e toda enrugadinha.

É nisso que dá ter um futuro médico como amigo, ele lembra a gente da tal da saúde. Aliás, tô meio negligente com ela mesmo, mas cadê o tempo para marcar aquele bando de consultas que precisamos ir todo ano? Jogue a primeira pedra quem nunca adiou um preventivo ginecológico ou uma visita ao dentista!

Falando nesse meu amiguinho, acho que está na hora de contar sobre nosso caso de amor de mais de 12 anos. Como ele mesmo disse, nós somos o ‘Will & Grace’ de uma realidade alternativa. Isso porque mais de 1300 quilômetros nos separam, ele mora no interior do Paraná (próximo à cidade de Cascavel) e eu no Rio de Janeiro (capital) e sempre foi assim. Nós sabemos dos detalhes mais sórdidos da vida do outro, mas, pasmem, nunca nem nos abraçamos!

Como isso é possível? Pois é, amigos voyeres, nosso passado nerd nos condena! Eu vi o endereço do Leonardo em uma seção de um jornalzinho (não lembro mais qual) que falava sobre amizade por correspondência. Escrevi para ele e nos tornamos ‘pen pals’. Ah! Atenção para o pequeno detalhe sórdido: isso foi em 1996!

Desde então, nossa amizade evoluiu junto com a tecnologia (lógico que a troca de cartas ficou pra história) e estivemos presentes (não fisicamente, mas em espírito e pensamento) na vida do outro em momentos muito marcantes: eu fui a primeira pra quem ele saiu do armário e ele o primeiro a saber da minha estréia no mundo do sexo. Enfim, sabe aquelas coisas que a gente só confessa no leito de morte? Então, eu conto pro Leonardo e ele pra mim. E não se iludam, a distância não impede aquele esporro básico ou puxão de orelha merecido. Eu que sei!

Mas vocês devem estar se perguntando por que cargas d’água a gente ainda não se encontrou, não é mesmo? Sabe que a gente se faz a mesma pergunta?! Lógico e evidente que já tentamos marcar o encontro diversas vezes, aliás, foram muitas tentativas: nossas formaturas, meu casamento, viagens etc. Mas sempre acontece alguma coisa que impede, algumas vezes por minha causa, outras por causa dele. Anyway, a vida (essa cafetina safada) ainda não quis que acontecesse. Mas eu tenho um forte pressentimento (e esperança) que esse encontro vai sair esse ano. Mais precisamente no reveillon, que estamos combinando de passar em Floripa. Vai ser campo neutro, nem aqui no Rio de Janeiro, nem lá no Paraná, então, acho que nada irá conspirar contra a gente.

Cruzem os dedos por nós! Até porque essa situação já ta ficando meio ridícula, esse primeiro abraço ta difícil de sair, né não, senhor Leonardo José?!