Coluna ‘Enfim, sós’ – Caso de amor à distância

9 06 2009

best_friends_by_Chebi

Eu sei, seu sei, preciso tirar o ódio do coração senão o próprio coração falha. Sem falar nas rugas… Mas só de pensar nisso já dá um ódio! Porque, do jeito que a minha vida anda, to achando que vou morrer precocemente e toda enrugadinha.

É nisso que dá ter um futuro médico como amigo, ele lembra a gente da tal da saúde. Aliás, tô meio negligente com ela mesmo, mas cadê o tempo para marcar aquele bando de consultas que precisamos ir todo ano? Jogue a primeira pedra quem nunca adiou um preventivo ginecológico ou uma visita ao dentista!

Falando nesse meu amiguinho, acho que está na hora de contar sobre nosso caso de amor de mais de 12 anos. Como ele mesmo disse, nós somos o ‘Will & Grace’ de uma realidade alternativa. Isso porque mais de 1300 quilômetros nos separam, ele mora no interior do Paraná (próximo à cidade de Cascavel) e eu no Rio de Janeiro (capital) e sempre foi assim. Nós sabemos dos detalhes mais sórdidos da vida do outro, mas, pasmem, nunca nem nos abraçamos!

Como isso é possível? Pois é, amigos voyeres, nosso passado nerd nos condena! Eu vi o endereço do Leonardo em uma seção de um jornalzinho (não lembro mais qual) que falava sobre amizade por correspondência. Escrevi para ele e nos tornamos ‘pen pals’. Ah! Atenção para o pequeno detalhe sórdido: isso foi em 1996!

Desde então, nossa amizade evoluiu junto com a tecnologia (lógico que a troca de cartas ficou pra história) e estivemos presentes (não fisicamente, mas em espírito e pensamento) na vida do outro em momentos muito marcantes: eu fui a primeira pra quem ele saiu do armário e ele o primeiro a saber da minha estréia no mundo do sexo. Enfim, sabe aquelas coisas que a gente só confessa no leito de morte? Então, eu conto pro Leonardo e ele pra mim. E não se iludam, a distância não impede aquele esporro básico ou puxão de orelha merecido. Eu que sei!

Mas vocês devem estar se perguntando por que cargas d’água a gente ainda não se encontrou, não é mesmo? Sabe que a gente se faz a mesma pergunta?! Lógico e evidente que já tentamos marcar o encontro diversas vezes, aliás, foram muitas tentativas: nossas formaturas, meu casamento, viagens etc. Mas sempre acontece alguma coisa que impede, algumas vezes por minha causa, outras por causa dele. Anyway, a vida (essa cafetina safada) ainda não quis que acontecesse. Mas eu tenho um forte pressentimento (e esperança) que esse encontro vai sair esse ano. Mais precisamente no reveillon, que estamos combinando de passar em Floripa. Vai ser campo neutro, nem aqui no Rio de Janeiro, nem lá no Paraná, então, acho que nada irá conspirar contra a gente.

Cruzem os dedos por nós! Até porque essa situação já ta ficando meio ridícula, esse primeiro abraço ta difícil de sair, né não, senhor Leonardo José?!





Coluna Ser ou não ser – O ódio enrijece o músculo cardíaco!

5 06 2009

coração
O ódio! Ai o ódio!” Vocês perceberam a intensidade com que a nossa amiga Tati está colocando esse sentimento negativo no universo? (último parágrafo do post “Por que parei de fumar mesmo?“).

Por isso, hoje não vou falar de “viadagens”. Hoje o assunto é sério: SAÚDE!

Parar de fumar pra sentir ódio não resolve nada! Meu amigo me disse que o ódio enrijece o músculo cardíaco (que é formado por células longas, ramificadas, mononucleadas e anastomosadas). Em outras palavras o ódio faz mal pro coração! E também pro tecido epitelial: Radicais livres -> Rugas… Vocês conhecem a história toda, né? Odiar e fumar são tão parecidos no mundo fisiológico. Portanto, não sintam ódio, ok?
 
Ah, sim… Eu deveria ensinar como não sentir ódio, mas dá muito trabalho. Apenas tentem não esquecer das rugas (porque no coração sei que ninguém vai pensar). Se já for meio tarde e as rugas já estiverem bem visíveis, procure um dermatologista, vocês ficarão impressionados com o que eles são capazes de fazer. A medicina à serviço da beleza é mesmo incrível! Mas isso já é outro assunto…