Ser ou não ser hilário?

25 02 2010

“Arquidiocese do Rio de Janeiro quer processar filme que destruiu Cristo”.

Ri!

Continuei rindo!

Comecei a rir alto!

Extremamente alto!

Fiquei sem ar e parei de rir.

E então comecei a refletir…

Filmes sobre o fim do mundo sempre me agradam, por piores que sejam. “2012” não foi diferente. Mas nesse tinha algo de mais excitante, o Cristo sendo destruído por uma onda gigante. E qual a diferença de ver o Cristo ao invés da Estátua da Liberdade sendo engolido pela água? Nenhuma. A menos que você pense que “pôxa, o Brasil foi lembrado por Hollywood”, “é nóis na fita!”, “finalmente as coisas estão acontecendo por aqui também”.

As coisas excitantes do mundo do cinema nunca acontecem no hemisfério sul. Pra onde os Exterminadores do futuro são transportados? Onde mora o Homem-Aranha? Quando os alienígenas invadem a Terra, por onde eles começam? E onde eles são detidos? Onde mora o Harry Potter? Onde o pessoal de Torchwood trabalha? Onde o House atende seus pacientes? Norte, norte, norte! Mas desta vez fomos lembrados!  Em uma cena incrível que, de tão importante, estava em todos os trailers do filme.

E como reagimos a isso? Com o bom e velho oportunismo do brasileiro caricato que não pode ver uma chance de se dar bem em cima dos outros que vai logo pensando nos lucros que pode ter com isso. Já que não pôde cobrar pelo uso da imagem, vai tentar tirar uma graninha alegando que se tratava de um símbolo religioso que deveria ser preservado.

Alguém aí duvida de que vai ter muita igrejinha que se diz cristã seguindo a matriarca e pedindo indenização pra Columbia?

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