Coluna ‘Enfim, sós’ – Mas o que a Tati faz mesmo?

1 04 2010

Bom, algum dia eu tinha que aparecer, né não? Fiquei tão inspirada com os dois últimos posts do meu amiguinho de destilaria, que resolvi dar as caras aqui também.

Dessa vez, eu vou falar de um assunto que tem sido foco da minha vida nos últimos dois anos: meu trabalho. O mais engraçado disso é que a maioria das pessoas da minha família e amigos não fazem ideia do que eu faço da vida.

Veja minha avó, por exemplo, ela vai saber falar direitinho sobre a profissão de todos os outros netos: um está se formando em medicina, dois em engenharia, a outra neta será advogada, mas e a Tati, o que ela faz mesmo?

Pois é… eu sou praticamente o Chandler da minha família, ninguém consegue lembrar o que faço da vida. No começo, eu achava uma injustiça, que as pessoas só valorizavam as profissões clássicas, os famosos anéis de doutores.

Depois, com um tempo, eu me dei conta que a culpa é nossa. Nós, profissionais de comunicação, somos especialistas em vender produtos, serviços e promover marcas, mas as pessoas pouco conhecem sobre nosso trabalho. Não sabem o que é a vida em uma agência de comunicação, não entendem o que é marketing, não sabem que publicitário não é apenas o cara que faz comercial na TV… Se entrarmos no quesito Mídias digitais, então, o povo já fica logo com aquela cara de ‘whathefuck?’, que dá até preguiça de explicar.

Enfim, não dá pra esperar que minha mãe entenda ‘o que eu tanto faço, que vivo em reunião’, ou então que meus amigos compreendam que não é por vontade minha que não escrevo, telefono, mando SMS, mensagem de voz, sinal de fumaça, ou que meu marido não ache que seja fácil pedir uma folga, já que virei 3 noites seguidas, trabalhei o carnaval inteiro, finais de semana e afins.

Ninguém entende nada disso porque, quando as pessoas pensam em publicitário, a imagem que elas têm é daquele cara que ganha 20 mil por mês pra trabalhar da praia, ficar pensando em bobagem, ter idéias brilhantes para marcas multimilionárias e que vive ganhando prêmios, como um popstar. Eu bem que queria ser esse cara, aliás, todos que escolhem essa profissão na hora do vestibular também sonham com esse emprego… O problema é que ele não existe e, se existir, é para poucos 1% , estes, sustentados pelos outros 99% que seguram a onda e colocam a mão na massa

Só quem trabalha com comunicação e, em especial numa agência, sabe o que a gente passa no dia a dia, compreende as durezas dos prazos absurdos, o caos das concorrências e licitações, os clientes enlouquecidos e enlouquecedores, o frio na espinha quando chegam os pedidos de alterações e todos aqueles momentos dolorosos do ‘se fode ai’.

Mas também só a gente consegue entender a delícia do ambiente em que trabalhamos, onde é normal chegar de havaianas (quando não tem visita de cliente, é claro), onde podemos fazer aquela reunião de brainstom num barzinho, levantar da cadeira e dançar funk pra descontrair e compartilhar aquela sensação de dever cumprido quando recebemos um ‘tapinha’ nas costas e ouvimos aquele grito ‘fechamos a conta!”.

Pra resumir, é um trabalho de corno, mas eu amo muito tudo isso:

 





Coluna ‘Enfim, sós’ – Va fa Napoli!

21 08 2009

Fuck you and have a nice day!Essa semana, estava eu linda, loira e fagueira no salão aparando minhas garras fazendo minhas unhas e lendo uma revista, quando me deparo com uma reportagem sobre uma pessoa tão funesta, que consegue reunir todas as características que mais desprezo em certos tipinhos da espécie humana. O pior é que essa história causou tanta revolta ‘ni mim’ que decidi fugir um pouquinho do tema da minha coluna para falar sobre os tais tipinhos que me causam tanto sofrimento quanto ouvir a voz ‘sotaquenta‘ da Naiá do ‘Bîguîbródere’. Vejam a lista abaixo e me digam se tô errada:

Intelectualoides: em geral, são aquelas criaturas que se vestem com roupas de hippies, usam cabelo de hippies, óculos de hippies, mas moram na zona sul do Rio de Janeiro, têm apêzinho ‘póprio’ e dinheirinho do papai no bolso. Eles também costumam adotar trejeitos do o sexo oposto. Se forem machos, cruzam as pernas ao sentar e, se forem fêmeas, sentam de pernas abertas. O que mais ‘mirrita’ nesse povo não é esse jeito de ser paradoxal até porque, ‘e o kiko’?! O que acaba comigo ‘mermo’ é a mania presunçosa que eles têm ao fingirem que não estão ouvindo quando a gente fala com eles e de acharem que são os ‘sabetudo’ de política, economia, ciência e cultura. Experimenta discordar deles! Você logo vira um burguês bitolado, adorador de ‘enlatados americanos’. Dá vontade de falar ‘Caguei pro Sarney, Lula e Collor, isso é tudo reprise. Quero mais é que a nova temporada de House estréie logo!

Fanáticos: gente, to tomando pavor desse povo, pouco importa as variações. Sejam eles fanáticos por esportes, celebridades, videogames, ficção científica ou religião, o fato é que são todos chatos pra ‘cagalho’! A última espécie, particularmente, me desagrada em maior intensidade. Quando eu me deparo com um ‘irmão’ que resolve colocar a rádio evangélica pra tocar no celular ou mp3, sem fone de ouvido, num metrô lotado de gente, eu tenho vontade de arrancar meu braço só pra ter alguma coisa pra jogar nele. E quando eles resolvem te convencer que você tá vivendo em pecado…. ‘Mermão’, só Jesus!

Homofóbicos e machistas: Meu problema com esse povo é fácil de entender, né não? O pior é que a culpa é nossa… Isso mesmo, meus amiguinhos voyeres, nós somos tolerantes demais e eles são nada mais do que fruto da nossa sociedade escrota, machista e preconceituosa. Ok, ok… To falando sério demais e aqui não é lugar pra isso, mas me mata saber que tem gente nesse mundo que acha que gay é promíscuo e merece levar porrada e mulher boa é aquela submissa, fútil, gostosa, acéfala e que aceita ser corneada sem troco. Aliás, se eu descubro que meu Ogrinho andou urrando fora do meu território, esse caso aqui vai ser pinto perto do que eu sou capaz de aprontar (reparem bem na cara da cúmplice, amiga da mulher traída… Essa é das minhas!).

Pros curiosos que ainda estão se perguntando que ‘cagalhos‘ de reportagem foi essa que causou esse ataque de perereca todo e quem é esse ‘serumano‘ que não devida estar respirando, vou deixar que vocês leiam a reportagem e tirem suas ‘póprias concrusões‘.

Já ‘Ishpiou‘ o link? Num ‘guentô‘ de curiosidade, ne não?! Pois bem, dá ou num dá vontade de ligar pra vaca só pra dizer: