Coluna ‘Enfim, sós’ – Abraçando o capeta!

5 08 2009

Tá no inferno? Abrace o capeta!

Hoje ainda é terça-feira e eu tô tão cansada que tô pedindo arrego, pinico ou o que quer mais que seja necessário. Parece que por mais que eu me esforce, não dá tempo de fazer tudo, acho que nem adiantaria acrescentar mais horas no relógio, eu é que não funciono mais como antes.

Eu sei que tem muita gente que vai vir de ‘mimimi’ depois da minha próxima declaração, mas o fato é que eu to ficando velha. Pronto, falei!

Antes de me apedrejem os coitados que tem mais de 25 anos, deixem ‘eu si explicar’:

Não disse que ‘estou velha’, mas sim que ‘estou ficando velha’. Caguei pro que os cientistas falam sobre longevidade e toda aquela bobagem que todo mundo já sabe sobre os 50 serem os novos 40, o fato que dos ‘inta’ em diante é ladeira abaixo pra qualquer ser humano. E se alguém quiser chegar ao meio século de vida com tudo apontando pra lua, pode já economizando um ‘dim-dim‘ porque vai ter que gastar uma nota pra garantir as futuras injeções de botox, próteses de silicone e afins.

Pra não passar por ‘guinorante’, vou dizer que até tem jeito de envelhecer graciosamente e sem procedimentos cirúrgicos xiitas. Na verdade, existe uma lista de coisas que podem ser feitas para conseguir essa proeza, mas já adianto que não conheço nenhuma criatura normal (reparem no normal) que atenda a todos os requisitos dessa listinha safada. Acompanhe comigo, amigo voyer:

>> Comer pouco: pouco mesmo, tipo ‘vegetarianoquenãoseagüentaempé’ e ‘numpodenemumchocolatezinho’ pouco.
>> Dormir, pelo menos, 8 horas por dia: também ri alto quando eu li essa.
>> Se exercitar periodicamente: turista de academia não vale! Nem ‘peladeiro’ de fim de semana. E se você é daqueles que resolvem jogar um vôlei no final de semana e no dia seguinte nem conseguem levantar o braço, nem lê o resto!
>> Não fumar e não usar drogas: ok, ok, esse é bom senso…
>> Beber pouco: não é socialmente, nem esporadicamente, é semi-nunca.
>> Não se estressar: essa eu nem vou comentar…
>> Ser feliz: duvido conseguir seguindo essa lista, duvide-o-dó!

Agora conta aqui pra titia… Você atende a todos os requisitos?! Pois é, amigos voyeres… Só faltavam incluir ‘Não trepar’ pra essa lista virar a definição de inferno no meu vocabulário.

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Coluna ‘Enfim, sós’ – Longe de mim, suína!

23 07 2009

A filosofa Bridget Jones

Como dizia a filósofa Bridget Jones, ‘É uma verdade universal que quando uma parte de sua vida começa a ir bem, a outra cai aos pedaços’. Algo próximo está acontecendo comigo. Antes de mudar de emprego, minha vida profissional tava meio blasé e nunca sobrava um dinheirinho, mas, em compensação, estava seguindo uma dieta regrada, consegui perder peso, parei de fumar, estava indo bem na pós-graduação, via sempre meus amigos, até tinha tempo para atualizar minha coluna aqui no blog sem problemas e estava saudável toda vida.

Agora que estou de emprego novo, minha vida profissional está às mil maravilhas, mas todo o resto anda meio afetado: danou-se a dieta (maldita kopenhagen!), já recuperei um quilo, quase acendi um cigarro (quase mesmo), entreguei o último trabalho da pós nas coxas, meus amigos estão achando que eu morri e esse é o meu primeiro post em duas semanas.

Só faltava a minha saúde começar a despirocar. Faltava… Eu tenho certeza ‘bi-ço-lu-ta’ que eu vou ficar gripada ainda essa semana. E não é qualquer gripezinha, não! É daquelas que derrubam Ogros, meus amigos voyeres! Pra vocês terem uma idéia, meu Ogrinho ficou três dias de cama semana passada por causa de uma gripe doida que ele pegou. Os médicos disseram que não era a tal suína, mas do jeito que minha vida anda, to apelando pra tudo quanto é anti-gripal do mercado (de vitamina C a suco contra gripe). Se meu Ogro que é todo resistente arriou, imagina eu que sou derrubada por qualquer resfriadinho safado?!

Anyway, enquanto num gripo, vou aproveitar que to me acostumando com a rotina nova e vou começar a botar ordem nessa bagunça que anda minha vidinha. Pelo menos, tenho boas notícias: minha faxineira amada retornou de suas férias e está proibida a me abandonar por, no mínimo, 10 anos, minha filhinha canina chega aqui em casa nesse final de semana, o blog bombou semana passada com o último post do Léo e, a melhor de todas, hoje já é quinta-feira, minha gente!

Pra finalizar, vou tentar fazer minhas as palavras da guru Bridget Jones: ‘Nova resolução: perder peso… e beber menos… e parar de fumar… e parar de falar besteira para estranhos… na verdade, parar de falar de uma vez!’ =P





Coluna ‘Enfim, sós’ – O Exorcismo do Hulk

8 07 2009

Hulk fêmea

Meu maior defeito definitivamente é a ansiedade. Eu tenho a teoria de que herdei essa particularidade da família do meu pai. Sei que ansiedade não é uma característica genética, mas como se explica o fato de que todos da família sofrem, em igual escala, desse mal? Coincidência? Criação?

De qualquer maneira, o fato é que somos pessoas extremamente ansiosas e todos, de uma forma ou de outra, terminamos por canalizar essa nossa ansiedade de formas diferentes, mas, em todos os casos, muito prejudiciais à saúde. Alguns comem e compram compulsivamente, outros fumam horrores e são extremamente irritáveis. No meu caso, acho que reúno, mesmo que em menor escala, todas essas características.

A coisa fica pior quando passo por períodos de estresse, como é o caso do momento que estou vivendo agora: mudança para um novo emprego. Só que a atual conjuntura ainda apresenta um agravante, pois, aproveitando o início da vida a dois, decidi cortar todos os maus hábitos do passado. Em outras palavras, parei de fumar, estou de dieta, indo à academia regularmente, economizando e bebendo apenas socialmente.

Resultado? Pirei na batatinha. Sério, amigos voyeres, a coisa tava preta. Pra vocês terem uma idéia, nesse final de semana meu marido Ogro ficou na dúvida se me internava ou chamava um exorcista: Foram ataques histéricos sem motivo aparente, choros convulsivos, patadas distribuídas à Bangu, crises existenciais e períodos longos de hibernação. Sábado consegui dormir incríveis 16 horas, interrompidas apenas pelo almoço.

O pior de tudo é que eu só me dei conta que eu estava ensandecida pela ansiedade quando, domingo de noite, meu marido Ogro comentou que assistiu um filme na tv à cabo que o lembrou muito de mim. Adivinhem qual era? ‘O incrível Hulk’.

Temendo pela minha sanidade, iniciei a semana afrouxando um pouco meus planos para uma vida mais saudável: almocei um pesado prato de comida japonesa, caprichando, sem dó, nem piedade nos hots, comprei um vestido liiindo que estava namorando há séculos e ataquei sozinha  3 garrafas de cervejas que estavam aniversariando na minha geladeira.

Prognóstico? Totalmente curada.