Ser ou não ser blogger?

9 11 2010

Ok, ninguém mais deve ler o blog, mas continuarei a escrever mesmo assim porque era aqui que eu descarregava todo (ou quase todo) o meu mau-humor tempos atrás. Faz alguns meses que parei de atualizar isso aqui (e minha parceira envenenada também não apareceu), então tive que rever algumas coisas. Entre posts apagados e novas ideias de como seguir com o blog cheguei a uma conclusão: tudo vai continuar exatamente como estava. Vou continuar com meus posts meio deprimentes, meio mal-humorados, meio ácidos, meio sem sentido, meio desinteressantes, meio gramaticalmente incorretos e sem NENHUMA cultura útil. Porque meu objetivo aqui é reclamar da vida e falar mal de pessoas e situações que me incomodam. Eventualmente eu fico meio filosófico e começo a questionar o sentido da vida e imagino quem eu sou em um universo paralelo. Mas nada disso importa, o que importa é que eu preciso colocar essa energia negativa em algum lugar porque esse veneno todo não deve fazer bem pro músculo cardíaco, então, é aqui que as coisas vão ficar. E você pode ler e concordar comigo ou pode ler e não concordar. Ou ainda tem a opção de não ler. Independente da sua escolha, você não tem nada a perder e nada a ganhar. E eu realmente não me importo com isso.  Minha única preocupação é destilar meu veneno!





Coluna ‘Enfim Sós’ – E o Rio de Janeiro, continua lindo???

19 01 2010

Sim, amiguinhos, voltei! Aproveitei o recesso de final de ano e me dei um descanso de todas as obrigações não relacionadas ao trabalho, até porque eu também sou filha do Homem, né mesmo?!

Mas agora estou de volta e prometo me esforçar ao máximo para manter minha coluna atualizada semanalmente (faz parte das minhas resoluções para 2010!). Conto com a ajuda do meu fiel companheiro de destilaria para manter vocês interessados e encher esse blog de venenos deliciosos.

Porém, já começo o ano quebrando a rotina e pedindo para vocês um minutinho de atenção para o desabafo de uma carioca revoltada com a situação de segurança da cidade do Rio de Janeiro.

Esse mês, tive uma notícia terrível: um amigo de infância morreu depois de levar um tiro no peito na saída de uma casa de festas na zona norte do Rio. Quando a minha prima veio me contar o que tinha acontecido, eu nem acreditei, porque tinha ouvido naquela manhã a notícia do tiroteio e lidei com aquela informação como a maioria das pessoas fazem: ‘que merda, né?! Mas isso foi na Penha, não vai acontecer comigo’.

O problema é que aconteceu, não comigo, mas com alguém que eu conheço. O que mais me enojou nessa situação é que eu, como a maioria dos cariocas, sou tão apática que foi necessário um amigo de infância morrer para eu me revoltar com o problema de segurança do Rio de Janeiro.

Só nos últimos dois meses, já fui quase assaltada 3 vezes e achava que isso era normal, que eram conseqüências dessa época no do ano. Normal o que, cara pálida? Desde quando é normal ter que andar pela cidade onde moro em estado de pânico, olhando por todos os lados à espera de algum marginal brotar do chão para tentar me assaltar? Não fosse esse comportamento ‘sempre-alerta’, eu com certeza tinha rodado na mão dos motoqueiros que tentaram fechar o meu carro na volta da pós, ou do trombadinha que tentou me assaltar quando desci do ônibus na volta do trabalho, ou até mesmo dos também motoqueiros que seguiram meu carro na entrada da Grajaú-Jacarépaguá.

As pessoas estão dizendo que esse aumento da violência nas ruas é conseqüência do plano de pacificação dos morros. A lógica é simples, como o governo está tentando acabar com o tráfico de drogas nas comunidades, os marginais têm que arranjar outra forma de ganhar dinheiro, ou seja, descem todos para as ruas e escrotizam os cidadãos de bem. Resultado? Os cariocas estão começando a ser contra o projeto do governo.

Agora eu me pergunto, é pra deixar como está e não fazer nada? Vamos conviver pacificamente com os marginais e rezar para eles não decidirem tomar conta da cidade? Por outro lado, a ação de pacificação vai custar a vida de mais quantas pessoas? Eu realmente não sei a resposta para essas perguntas, eu só fico puta é com a apatia de todos em relação ao cenário caótico em que nossa cidade se encontra.

Ontem mesmo mais uma conhecida sofreu um seqüestro relâmpago… E a classe média, formadora de opinião e politicamente engajada no Twitter só sabe atacar os serviços do Metrô RioO que é mais importante para o carioca: chegar mais cedo ou chegar vivo em casa?

Tenho certeza que os amigos e a família do Marcelo sabem essa resposta. O filhinho dele de dois anos também vai saber quando tiver idade suficiente para opinar.





Ser ou não ser palhaço?

4 12 2009

Que homem é tudo palhaço a gente já sabe, mas que tem mulher competindo de igual pra igual no quesito de líder do picadeiro, só vendo pra crer.

Fazia uma semana que aquela guria tinha começado a conversar comigo nos intervalos entre as aulas. Tínhamos um amigo (gay) em comum e, segundo ela, como ele sempre falava muito bem da minha pessoa, ela ficou interessada em me conhecer… (até hoje fico imaginando o que foi que ele falou pra ela). Certa noite esse amigo apareceu na minha sala de aula com um guri bem gatinho que ele tava “pegando” e, com eles, a palhaça em questão. Meu amigo me puxou pra um canto e disse:

– A menina não parou de falar de você a semana inteira, quer ficar contigo. Vamos jantar. Nós quatro. Agora.

[Perder ou não perder aula pra dar uns pegas na guria?]

[Perder!]

 -Vambora!

E lá fomos nós jantar em um restaurante novo na cidade. Conversa vai, conversa vem… Saudades do meu amigo que tinha ficado dois meses fora. A guria dando todos os sinais de que realmente tava afim. O ficante do meu amigo se integrando facilmente ao grupo. Um cara bonito entra no restaurante. Sensação de que o conheço… Ah! Claro! Conheço-o muito bem! [cidade pequena é foda] Voltando à guria: tá na hora de ir ao que interessa. Terminado a jantar, já em um lugar mais discreto, quando eu fui beija-la… Ela virou o rosto. A FILHA DA PUTA MÃE VIROU O ROSTO!

– Acho que você não me entendeu direito – disse a palhaça.
– Realmente, não entendi nada. [Como assim sua biscate? Ficou me dando mole a semana toda e agora faz isso?]
 – É que eu não quero brincar com os meus sentimentos. [Seeeeeeeeeeeeeei!!!!]
 – Não tô pedindo pra você gostar de mim. Era só um beijo! Ainda dá tempo de você mudar de idéia.
– Não, eu não sou assim [assim como?]. Me leva pra casa. [Eu devia era te deixar aqui e fazer você voltar a pé sua piranha!]

 Levei a palhaça pra casa. (porque eu sou educado)

 Na noite seguinte… Eu estava conversando com um guri bonito que estudava comigo quando alguém me puxou pro lado com tamanha força que quase me derrubou:

– A gente precisa conversar!  [Sim, a palhaça voltou!] Acho que houve um mal-entendido ontem.
– Tudo bem. Eu entendi mal, não tem o que explicar. [tudo bem o caralho!]
– Vamos lá fora conversar. [lá fora?]
– Eu tenho aula. [me fazer de difícil, né?]
– Por favor, eu preciso te explicar o que aconteceu. [eu tô entendendo errado outra vez ou agora ela realmente ta afim?]

Lá fora:

– Vamos pra um lugar mais reservado. [QUALÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!!!!!!!!!!!!!!! Ontem tava se fazendo de virgem e hoje quer ir pra um lugar “mais reservado”???]
– Aqui não é reservado?
– Vamos pro teu carro. [HEIN!?]
– Ok.

No carro:

– Você não me entendeu ontem [acho que isso já ficou bem claro, não?]. Eu não sou dessas que sai com um cara e já vai pro motel com ele no mesmo dia. [sei…]
– Quem disse que eu ia te levar pro motel ontem? [você não vale tudo isso!]
– É que vocês homens são assim. E eu não sou dessas. [sei…]
– Na boa guria, você não tem que me explicar nada, você simplesmente não quis e eu jamais forçaria alguém a fazer algo que não quer. Sem ressentimentos. [Sem ressentimentos?! Me fez perder 3 horas da minha vida!]
– O que eu queria te dizer é que desde que me falaram de você eu já fiquei interessada em te conhecer [foi o que me disseram] e você é um cara muito interessante mesmo [agora me conte uma novidade]. Você é muito inteligente e isso me atrai muito em um homem [tô entendendo errado outra vez ou ela tá querendo dar pra mim?]. E eu sei que você é muito ocupado, eu também tenho uma vida muito corrida, mas acho que às vezes a gente precisa se distrair e fugir um pouco dessa rotina [eu assisto animes pra fugir da rotina]. Então, o que eu queria te propor é algo que vai contra todos os meus valores [que valores?], contra a minha religião [que religião?] e tudo o que eu considero certo [ela vai liberar!]. Eu queria te propor uma amizade colorida, tipo um relacionamento aberto. [MORRI!!!]
– Oh… [Essa eu definitivamente não tava esperando… Pense rápido! Pense rápido! Desse jeito não dá pra pensar rápido!]

Silêncio por alguns segundos… Na minha mente, a dúvida: Comer ou não comer?

– Não sei o que você acha disso, como eu te disse, isso vai contra todos os meus valores, mas seria uma forma de podermos aliviar as tensões de vez em quando [comer ou não comer?]. Não teria responsabilidade de namoro e quando você quisesse você poderia me ligar pra gente sair. Ou eu poderia te ligar [comer ou não comer?].
[NÃO COMER!]
– Mesmo não sendo um namoro existiria a responsabilidade [agora o virgem sou eu]. E como você já sabe, eu tô bem ocupado mesmo [verdade!]. E mesmo que não estivesse, isso não ia rolar. Eu não sou assim [aprendi com você!]. Agora eu preciso voltar, já é a quarta aula que eu to perdendo desde ontem [e você não vale o esforço].

[beijomiliga!]





Ser ou não ser descoberto?

26 11 2009

Testosterona

Segunda-feira. Tinha acabado de chegar na sala de aula e minha amiga queria saber sobre o guri com quem eu havia saído no final de semana:

–  Me conte! Me conte! Me conte!

– Agora não, todo mundo aqui, alguém pode ouvir. (viado enrustido é foda…)

– Mas daqui a pouco o professor já vai chegar… E no intervalo vai ter ainda mais gente… Eu pergunto e você responde! Pode ser? (fazendo cara de “por favor! Por favor! Por favor!”)

– Cuidado com o que você vai perguntar!

– Bonita?

– Muito!

– Alta ou baixa?

– 1,70m, mais ou menos.

– Gorda ou magra?

– Normal. Faz musculação, tá em forma.

– Cor dos olhos?

– Azuis.

– Aiiinn… Deve ser bem bonita mesmo! Cabelo curto ou comprido? (tava se empolgando)

– Curto.

– Com barba ou sem barba? (se empolgou)





Coluna ‘Enfim, sós’ – O apagão divino

13 11 2009

apagãoPois é, amiguinhos voyeres, eu estava sumida… Mas a culpa, como sempre, é da ‘mardita’ rotina corrida que nem me deu trégua para agradecer propriamente o melhor presente de aniversário que eu ganhei em muito tempo…
 
Pra vocês terem uma ideia, foi necessário faltar luz em 70% do Brasil para eu conseguir ter uma noite de sono tranqüila… Ou quase isso. Já me ‘exprico’! Antes, momento ‘mela-cueca‘:

Um muuuuito obrigada para meu companheiro de destilaria de venenos por todo o carinho que ele tem me dado desde sempre. Tenho muita sorte por ter o Leo na minha vida, gente. Ele é a única pessoa capaz de me acordar antes do meio dia de domingo e me deixar de bom humor! Meu marido Ogro tem tentado há anos e nunca conseguiu essa proeza… Enfim, eu amo muito esse menino!

Agora que já falei o que estava entalado desde o dia 31, deixa contar do apagão que papai do céu mandou pra mim… Sim, gente! Tenho certeza que aquele ‘probleminha’ em Itaipu foi um presente divino.

Eu trabalho numa agência de comunicação e, ‘voltimeia’ aparecem jobs pra ontem que me obrigam a passar noites em claro para entregar no prazo. Não estou reclamando… Até porque meu chefe pode ler isso… Mas, apesar de amar o que eu faço da vida (viu chefinho?), às vezes nem com K.Y. eu agüento a trolha!

Enfim, estava eu em casa com a perspectiva de uma noite em claro pela frente, quando papai do céu, compadecido com minha situação, resolveu me dar uma folga. O problema é que ele pesou a mão, né?! Podia, pelo menos, ter dado uma aliviada no tempo antes de desligar a tomada do país… Êta calor dos infernos!

Brincadeiras à parte, é impressionante como a cidade ficou vulnerável. Sei que o apagão aconteceu quase que no país inteiro e também no Paraguai, mas o Rio de Janeiro ficou especialmente caótico. Foi meio triste ouvir no rádio os locutores pedindo pras pessoas permanecerem em casa porque a rua estava muito perigosa, com arrastões e roubos por toda parte. Sem falar na declaração de nosso digníssimo (not!) prefeito sobre ter acionado o BOPE para botar ordem na bagunça.

No meio da confusão toda, pelo menos muita gente manteve o bom humor na internet.  Mas a melhor, sem dúvidas, foi a declaração de um repórter do ABC paulista que contava a situação das ruas da região: “aqui está tão escuro que a Geise podia andar sossegada, ninguém da Uniban ia conseguir ver o tamanho do vestido dela”.

Seria cômico, não fosse trágico.





Coluna ‘Enfim, Sós’ – Rio 2016: eu queria?

16 10 2009

Rio2016Olá amiguinhos voyeres! Depois de mais uma semana sumida, estou de volta ao posto de Destiladora de Venenos, até porque desse osso eu não largo nem ‘podendo’.

Os motivos do sumiço são os de sempre: muito trabalho, pouco sono, nenhum dinheiro… Enfim, já que papai do céu não me fez assim, tenho que correr atrás do jeito tradicional, né mesmo?!

Bem, fiquei em dúvida sobre o que escrever nesse post até porque meu maridinho Ogro tem se comportado como um lord inglês desde minha recente convalescença. Essa semana, então, ele foi especialmente romântico porque comemoramos nosso aniversário de um ano de casamento. Portanto, estou sem histórias recentes pra contar.

Decidi, então, aproveitar para comentar aqui o último post do Leonardo sobre as Olimpíadas 2016, já que esse assunto gerou tanta controvérsia entre meus amigos.

Confesso que até minutos antes do resultado sair, eu não conseguia decidir se torcia ou não para o Rio ser escolhido sede. Não me levem a mal, é lógico que queria que a minha cidade recebesse todo aquele investimento, tinha até esperança do Rio ser a próxima Barcelona, que foi totalmente revitalizada e até hoje colhe frutos dos investimentos feitos durante as Olimpíadas de 1992. Mas ao mesmo tempo eu não podia deixar de ouvir o diabinho venenoso que soprava no meu ouvido me lembrando o que pode acontecer com todo aquele dinheiro: ta lá o elefante branco da Barra da Tijuca pra mostrar do que a prefeitura carioca é capaz.

De qualquer maneira, no dia da decisão eu lembro de me sentir um etezinho no meio dos meus colegas de trabalho que se apinhavam em frente à televisão torcendo pelo Rio com toda a convicção. Mas a sensação não durou muito tempo, bastou passar aquele vídeo lindo da nossa candidatura pro meu coração carioca falar mais forte e eu começar a torcer junto com a galera. Que eu podia fazer? Brasileira que sou não resisto a uma final verde amarela.

Quando aquele gringo esquisitão virou o cartãozinho e falou ‘Ruîo de Jãneiruo’ vibrei e pulei junto com todo o escritório, Paul Rabbit e Lulinha Maravilha. Quem diria! Euzinha defendendo a mesma causa de Eduardo Paes e Sérgio Cabral… Nunca digam nunca, amiguinhos.

Enfim, a moral da história é que estou feliz pelo Rio ter conquistado essa oportunidade e fiquei mais confiante ainda depois de ver as fotos do projeto de preparação da cidade. No papel está tudo muito bonito e é reconfortante saber que temos a Prefeitura, o Governo do Estado e a Presidência da República aliados para o mesmo fim. Só espero que até lá essa união dure,  até porque ainda temos 7 anos pela frente e um histórico centenário de promiscuidade política.

Boa sorte para nós cariocas… com certeza iremos precisar!





Coluna ’Enfim, sós’ – Ogro mecânico

24 09 2009

Metido a mecânicoÉ gente, to de volta depois de um tempinho de molho por causa de uma gripe safada que não queria largar do meu pé (não, não era a suína). Só demorei para dar notícias porque esse tempo que fiquei dodói afetou um pouco meu ritmo, ta sendo difícil sair da inércia e voltar para correria do dia a dia. As 24 horas que já não davam para porra nenhuma, agora dão para menos ainda.

Mas é assim mesmo, quando aquele padre irlandês despirocado interrompeu o maratonista brasileiro na olimpíada, demorou para a um kct até ele recobrar o ritmo das passadas. Eventualmente, eu também volto ao normal, só vou tentar cuidar mais da minha saúde dessa vez e não deixar cair o tempo do meu sono de beleza. Viu Leozinho? Aprendi minha lição!

Anyway, vou aproveitar a falta de histórias atuais (até porque meu Ogrinho está com moral em alta por ter cuidado de mim na convalescência), para relembrar pérolas antigas. Outro dia, quando estava revendo minha lista de pendências (entre elas, consertar o ventilador de teto), lembrei de uma história engraçada relacionada a uma característica comum não só aos ogros, mas também à maioria dos homens: excesso de confiança nos consertos domésticos. Eu queria saber quem foi o imbecil que os elegeu mecânicos, eletricistas e bombeiros hidráulicos natos?

Não me levem a mal, claro que existem seres do sexo masculino bastante capazes nesses servicinhos do lar, meu irmão é um bom exemplo disso. Mas não é porque alguns conseguem bons desempenhos que isso se torna uma característica intrínseca ao cromossomo Y. O problema é que a grande maioria dos homens cisma que é uma ofensa à sua masculinidade se você insiste em gastar dinheiro para instalar uma porta sanfonada ou prender uma cortina…

Foi isso o que aconteceu na minha história, meu ogrinho chamou seu pai e sua furadeira elétrica para uma tarde de ‘silviços’ e consertos no nosso apartamento. Cabia a mim, a fêmea, agilizar o rango e não atrapalhar, é claro.

Resolveram começar os trabalhos pela cortina e logo vieram as discussões. Algumas horas, rosnados e palavrões depois, me chamam para ver o estrago resultado. Não vou nem entrar no mérito da cagada que fizeram em todo o quarto (e que ia sobrar pra quem limpar?), mas além dos quatro furos necessários para prender a bendita cortina, eu contei mais 3 (todos tapados com pasta de dente). Além disso, eles erraram feio em alinhar a cortina com a janela (a parede estava mais coberta que todo o resto) e, provavelmente, não tinham a menor ‘loção‘ do que se trata uma linha reta. A minha sorte é que a coisa toda desabou duas semanas depois e tivemos de chamar um técnico para fazer direito (papai do céu é bom comigo).

Depois do almoço foi a vez da porta sanfonada. Resolvi ficar mais próxima dessa vez, olhando de rabo de olho. Como o serviço demorou muuuito mais que o anterior, acabei me distraindo, mas a imagem do meu sogro com uma serra nas mãos chamou minha atenção novamente. Assim que bati o olho entendi o problema: eles não estavam conseguindo encaixar a porta porque estava tudo de cabeça para baixo. A solução deles? Resolveram serrar a porta, lógico! Eles não podiam estar errados, o produto é que tinha defeito… Foi preciso a intervenção da loira burra aqui para a porta sobreviver aos marmanjos barbados.

É… Até hoje eu suo frio toda vez que meu ogrinho encosta na caixa de ferramentas. Quando meu sogro chega lá em casa com a furadeira, então… Só Jesus.