Coluna ‘Enfim Sós’ – E o Rio de Janeiro, continua lindo???

19 01 2010

Sim, amiguinhos, voltei! Aproveitei o recesso de final de ano e me dei um descanso de todas as obrigações não relacionadas ao trabalho, até porque eu também sou filha do Homem, né mesmo?!

Mas agora estou de volta e prometo me esforçar ao máximo para manter minha coluna atualizada semanalmente (faz parte das minhas resoluções para 2010!). Conto com a ajuda do meu fiel companheiro de destilaria para manter vocês interessados e encher esse blog de venenos deliciosos.

Porém, já começo o ano quebrando a rotina e pedindo para vocês um minutinho de atenção para o desabafo de uma carioca revoltada com a situação de segurança da cidade do Rio de Janeiro.

Esse mês, tive uma notícia terrível: um amigo de infância morreu depois de levar um tiro no peito na saída de uma casa de festas na zona norte do Rio. Quando a minha prima veio me contar o que tinha acontecido, eu nem acreditei, porque tinha ouvido naquela manhã a notícia do tiroteio e lidei com aquela informação como a maioria das pessoas fazem: ‘que merda, né?! Mas isso foi na Penha, não vai acontecer comigo’.

O problema é que aconteceu, não comigo, mas com alguém que eu conheço. O que mais me enojou nessa situação é que eu, como a maioria dos cariocas, sou tão apática que foi necessário um amigo de infância morrer para eu me revoltar com o problema de segurança do Rio de Janeiro.

Só nos últimos dois meses, já fui quase assaltada 3 vezes e achava que isso era normal, que eram conseqüências dessa época no do ano. Normal o que, cara pálida? Desde quando é normal ter que andar pela cidade onde moro em estado de pânico, olhando por todos os lados à espera de algum marginal brotar do chão para tentar me assaltar? Não fosse esse comportamento ‘sempre-alerta’, eu com certeza tinha rodado na mão dos motoqueiros que tentaram fechar o meu carro na volta da pós, ou do trombadinha que tentou me assaltar quando desci do ônibus na volta do trabalho, ou até mesmo dos também motoqueiros que seguiram meu carro na entrada da Grajaú-Jacarépaguá.

As pessoas estão dizendo que esse aumento da violência nas ruas é conseqüência do plano de pacificação dos morros. A lógica é simples, como o governo está tentando acabar com o tráfico de drogas nas comunidades, os marginais têm que arranjar outra forma de ganhar dinheiro, ou seja, descem todos para as ruas e escrotizam os cidadãos de bem. Resultado? Os cariocas estão começando a ser contra o projeto do governo.

Agora eu me pergunto, é pra deixar como está e não fazer nada? Vamos conviver pacificamente com os marginais e rezar para eles não decidirem tomar conta da cidade? Por outro lado, a ação de pacificação vai custar a vida de mais quantas pessoas? Eu realmente não sei a resposta para essas perguntas, eu só fico puta é com a apatia de todos em relação ao cenário caótico em que nossa cidade se encontra.

Ontem mesmo mais uma conhecida sofreu um seqüestro relâmpago… E a classe média, formadora de opinião e politicamente engajada no Twitter só sabe atacar os serviços do Metrô RioO que é mais importante para o carioca: chegar mais cedo ou chegar vivo em casa?

Tenho certeza que os amigos e a família do Marcelo sabem essa resposta. O filhinho dele de dois anos também vai saber quando tiver idade suficiente para opinar.

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Coluna ‘Enfim, sós’ – Uma vez Flamengo, sempre flamengo?

28 08 2009

Flamenguista doenteNo meu último post, falei o quanto me incomodava conviver com algumas raças de seres vivos, entre eles, os ‘fanáticos’ de todas as variações. Acabei me alongando ao descrever a espécie ‘fanaticus religiosus sp’ e acabei por negligenciar a variação que mais afeta a minha vida: o ‘fanaticus poresportis sp’, mais especificamente a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’.

Na verdade, eu tenho uma teoria que o cromossomo Y carrega consigo alguns genes tipicamente masculinos, como o da palhaçada, do machismo, da preguiça, da bagunça e, é claro, o do fanatismo por esporte. É evidente que esses genes podem ser recessivos ou dominantes, depende muito de como são estimulados no decorrer da vida.

Acontece que a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’ traz consigo a forma mais dominante do gene do fanatismo por esporte. E adivinhem, amiguinhos voyeres?! Meu marido Ogro sofre desse grave problema genético.

Vocês não têm idéia o quanto eu sofro com isso! Morro de medo de passar esses genes adiante, imagina se meu filho Ogrinho nascer com esse problema?! Tem noção que minha casa vai se tornar um pântano vermelho e preto? Cruzes Credo, Deus me livre, Isola!!!

Mas voltando ao meu atual martírio, as crises de fanatismo são tão grandes que eu to até com medo de tomar ódio do meu ‘póprio’ time, o flamengo. Pra vocês terem uma ideia da gravidade dessa doença, vou contar sobre a primeira crise acontecida em público: a final da taça Guanabara – flamengo x botafogo.

Estávamos passeando na Lagoa Rodrigo de Freitas com alguns amigos, minha filhinha canina, minha mãe e minha sogrinha, quando notei a inquietação do meu Ogrinho. Ele olhava o relógio muito aflito e não sossegou até pararmos em um quiosque para esperar o jogo começar. Todos estávamos rindo e curtindo a tarde, quando meus amigos notaram que o botafogo tinha feito dois gols em cima do flamengo. Daí, danou-se! Sacanearam o Ogro o que podiam e o que não podiam. O mais surpreendente pra mim foi vê-lo quietinho, sem nada responder.

Pois bem, um tempinho depois, todo mundo estava mais bêbado e tinha esquecido totalmente do jogo, quando o flamengo conseguiu, magicamente, dar uma coça no botafogo. A cena que descreverei a seguir é forte e chocou todos os presentes não só na mesa, ou no quiosque, mas chegou também a parar alguns corredores, dois velhinhos que tomavam picolé, fez a nossa filhinha canina uivar e duas criancinhas chorarem. Eis a seqüência de atos do Ogro:

– Urrou: É gol, porra!
– Chutou a cadeira que estava na sua frente
– Socou peito três vezes
– Mostrou os dentes

– Derrubou as latinhas vazias da mesa
– Socou o peito de novo

– Grunhiu
– E ameaçou nossos amigos:
Fala agora, porra! Fala agora!

O que eu fiz? Perdoei lógico, afinal de contas, é patológico, tadinho!





Coluna ‘Enfim, sós’ – Va fa Napoli!

21 08 2009

Fuck you and have a nice day!Essa semana, estava eu linda, loira e fagueira no salão aparando minhas garras fazendo minhas unhas e lendo uma revista, quando me deparo com uma reportagem sobre uma pessoa tão funesta, que consegue reunir todas as características que mais desprezo em certos tipinhos da espécie humana. O pior é que essa história causou tanta revolta ‘ni mim’ que decidi fugir um pouquinho do tema da minha coluna para falar sobre os tais tipinhos que me causam tanto sofrimento quanto ouvir a voz ‘sotaquenta‘ da Naiá do ‘Bîguîbródere’. Vejam a lista abaixo e me digam se tô errada:

Intelectualoides: em geral, são aquelas criaturas que se vestem com roupas de hippies, usam cabelo de hippies, óculos de hippies, mas moram na zona sul do Rio de Janeiro, têm apêzinho ‘póprio’ e dinheirinho do papai no bolso. Eles também costumam adotar trejeitos do o sexo oposto. Se forem machos, cruzam as pernas ao sentar e, se forem fêmeas, sentam de pernas abertas. O que mais ‘mirrita’ nesse povo não é esse jeito de ser paradoxal até porque, ‘e o kiko’?! O que acaba comigo ‘mermo’ é a mania presunçosa que eles têm ao fingirem que não estão ouvindo quando a gente fala com eles e de acharem que são os ‘sabetudo’ de política, economia, ciência e cultura. Experimenta discordar deles! Você logo vira um burguês bitolado, adorador de ‘enlatados americanos’. Dá vontade de falar ‘Caguei pro Sarney, Lula e Collor, isso é tudo reprise. Quero mais é que a nova temporada de House estréie logo!

Fanáticos: gente, to tomando pavor desse povo, pouco importa as variações. Sejam eles fanáticos por esportes, celebridades, videogames, ficção científica ou religião, o fato é que são todos chatos pra ‘cagalho’! A última espécie, particularmente, me desagrada em maior intensidade. Quando eu me deparo com um ‘irmão’ que resolve colocar a rádio evangélica pra tocar no celular ou mp3, sem fone de ouvido, num metrô lotado de gente, eu tenho vontade de arrancar meu braço só pra ter alguma coisa pra jogar nele. E quando eles resolvem te convencer que você tá vivendo em pecado…. ‘Mermão’, só Jesus!

Homofóbicos e machistas: Meu problema com esse povo é fácil de entender, né não? O pior é que a culpa é nossa… Isso mesmo, meus amiguinhos voyeres, nós somos tolerantes demais e eles são nada mais do que fruto da nossa sociedade escrota, machista e preconceituosa. Ok, ok… To falando sério demais e aqui não é lugar pra isso, mas me mata saber que tem gente nesse mundo que acha que gay é promíscuo e merece levar porrada e mulher boa é aquela submissa, fútil, gostosa, acéfala e que aceita ser corneada sem troco. Aliás, se eu descubro que meu Ogrinho andou urrando fora do meu território, esse caso aqui vai ser pinto perto do que eu sou capaz de aprontar (reparem bem na cara da cúmplice, amiga da mulher traída… Essa é das minhas!).

Pros curiosos que ainda estão se perguntando que ‘cagalhos‘ de reportagem foi essa que causou esse ataque de perereca todo e quem é esse ‘serumano‘ que não devida estar respirando, vou deixar que vocês leiam a reportagem e tirem suas ‘póprias concrusões‘.

Já ‘Ishpiou‘ o link? Num ‘guentô‘ de curiosidade, ne não?! Pois bem, dá ou num dá vontade de ligar pra vaca só pra dizer:





Coluna ‘Enfim, sós’ – Ligando o foda-se

14 08 2009

Angelina 'beiços' Jolie

Nessa semana eu tive uma epifania. Na verdade, verdadeira, o que eu tive mesmo foi um momento ‘Quer saber? Foda-se’. Deixa eu si expricá…

Eu comecei esse ano cheia de planos de ter o emprego perfeito, o currículo perfeito, o corpo perfeito, o casamento perfeito, com o marido perfeito, no apartamento perfeito, ou seja, o que eu queria mesmo era ser a mulher perfeita, tipo uma Angelina Jolie antes dela começar a parir e adotar loucamente.

Acontece que mesmo a beiçuda não é tão fodona assim. Ela tem defeitos como todas nós mulheres e aposto até que de muuuuuuito, mas muuuuuuito perto mesmo, dá pra achar algum defeitinho, mesmo que insignificante, no marido dela.

De qualquer maneira, o que eu to querendo ‘expricá’ é que parei de me levar tão a sério. Lógico e evidente que tenho objetivos e vou continuar me esforçando pra alcançá-los, mas se eu comer um chocolate de vez em quando, ou não levantar às 6 da manhã pra malhar, ‘o mundo não virá à cabaço’ por causa disso.

O bom dessa nova forma de pensar é que eu posso assumir minhas futilidades e nerdices sem culpa nenhuma! Ao invés de carregar na bolsa pra cima e pra baixo a última edição da Veja pra ficar por dentro ‘das notiça’, comprei uma revista sobre a minha nerdice favorita: a série do Crepúsculo. Ao invés de, no tempo livre, somente acessar os blogueiros mais relevantes, ler últimos estudos e seguir os mais influentes da minha área no Twitter, to intercalando com Papel Pop, TDUD? e HTP.

Resultado da mudança? To semi-zen. Pra vocês terem uma idéia, já é quase sexta-feira e eu ainda não fiz ninguém chorar (Úh-rul)! Posso até jurar que ninguém me chamou de ‘mal-comida’ essa semana… Tadinho do meu Ogrinho, comparecia no ‘silviço’ direitinho e levava toda a culpa!





Coluna ‘Enfim, sós’ – Abraçando o capeta!

5 08 2009

Tá no inferno? Abrace o capeta!

Hoje ainda é terça-feira e eu tô tão cansada que tô pedindo arrego, pinico ou o que quer mais que seja necessário. Parece que por mais que eu me esforce, não dá tempo de fazer tudo, acho que nem adiantaria acrescentar mais horas no relógio, eu é que não funciono mais como antes.

Eu sei que tem muita gente que vai vir de ‘mimimi’ depois da minha próxima declaração, mas o fato é que eu to ficando velha. Pronto, falei!

Antes de me apedrejem os coitados que tem mais de 25 anos, deixem ‘eu si explicar’:

Não disse que ‘estou velha’, mas sim que ‘estou ficando velha’. Caguei pro que os cientistas falam sobre longevidade e toda aquela bobagem que todo mundo já sabe sobre os 50 serem os novos 40, o fato que dos ‘inta’ em diante é ladeira abaixo pra qualquer ser humano. E se alguém quiser chegar ao meio século de vida com tudo apontando pra lua, pode já economizando um ‘dim-dim‘ porque vai ter que gastar uma nota pra garantir as futuras injeções de botox, próteses de silicone e afins.

Pra não passar por ‘guinorante’, vou dizer que até tem jeito de envelhecer graciosamente e sem procedimentos cirúrgicos xiitas. Na verdade, existe uma lista de coisas que podem ser feitas para conseguir essa proeza, mas já adianto que não conheço nenhuma criatura normal (reparem no normal) que atenda a todos os requisitos dessa listinha safada. Acompanhe comigo, amigo voyer:

>> Comer pouco: pouco mesmo, tipo ‘vegetarianoquenãoseagüentaempé’ e ‘numpodenemumchocolatezinho’ pouco.
>> Dormir, pelo menos, 8 horas por dia: também ri alto quando eu li essa.
>> Se exercitar periodicamente: turista de academia não vale! Nem ‘peladeiro’ de fim de semana. E se você é daqueles que resolvem jogar um vôlei no final de semana e no dia seguinte nem conseguem levantar o braço, nem lê o resto!
>> Não fumar e não usar drogas: ok, ok, esse é bom senso…
>> Beber pouco: não é socialmente, nem esporadicamente, é semi-nunca.
>> Não se estressar: essa eu nem vou comentar…
>> Ser feliz: duvido conseguir seguindo essa lista, duvide-o-dó!

Agora conta aqui pra titia… Você atende a todos os requisitos?! Pois é, amigos voyeres… Só faltavam incluir ‘Não trepar’ pra essa lista virar a definição de inferno no meu vocabulário.





Coluna ‘Enfim, sós’ – O Exorcismo do Hulk

8 07 2009

Hulk fêmea

Meu maior defeito definitivamente é a ansiedade. Eu tenho a teoria de que herdei essa particularidade da família do meu pai. Sei que ansiedade não é uma característica genética, mas como se explica o fato de que todos da família sofrem, em igual escala, desse mal? Coincidência? Criação?

De qualquer maneira, o fato é que somos pessoas extremamente ansiosas e todos, de uma forma ou de outra, terminamos por canalizar essa nossa ansiedade de formas diferentes, mas, em todos os casos, muito prejudiciais à saúde. Alguns comem e compram compulsivamente, outros fumam horrores e são extremamente irritáveis. No meu caso, acho que reúno, mesmo que em menor escala, todas essas características.

A coisa fica pior quando passo por períodos de estresse, como é o caso do momento que estou vivendo agora: mudança para um novo emprego. Só que a atual conjuntura ainda apresenta um agravante, pois, aproveitando o início da vida a dois, decidi cortar todos os maus hábitos do passado. Em outras palavras, parei de fumar, estou de dieta, indo à academia regularmente, economizando e bebendo apenas socialmente.

Resultado? Pirei na batatinha. Sério, amigos voyeres, a coisa tava preta. Pra vocês terem uma idéia, nesse final de semana meu marido Ogro ficou na dúvida se me internava ou chamava um exorcista: Foram ataques histéricos sem motivo aparente, choros convulsivos, patadas distribuídas à Bangu, crises existenciais e períodos longos de hibernação. Sábado consegui dormir incríveis 16 horas, interrompidas apenas pelo almoço.

O pior de tudo é que eu só me dei conta que eu estava ensandecida pela ansiedade quando, domingo de noite, meu marido Ogro comentou que assistiu um filme na tv à cabo que o lembrou muito de mim. Adivinhem qual era? ‘O incrível Hulk’.

Temendo pela minha sanidade, iniciei a semana afrouxando um pouco meus planos para uma vida mais saudável: almocei um pesado prato de comida japonesa, caprichando, sem dó, nem piedade nos hots, comprei um vestido liiindo que estava namorando há séculos e ataquei sozinha  3 garrafas de cervejas que estavam aniversariando na minha geladeira.

Prognóstico? Totalmente curada.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Como educar um Ogro

22 06 2009

ogro

Ofereço o post de hoje para minhas amigas voyeres que tanto se revoltaram com o meu último desabafo ‘Amélia é que era uma fdp’. Elas me inspiraram a fazer um tratamento de choque com meu marido Ogro para ele começar a dividir comigo as tarefas do dia-a-dia.

A experiência rendeu um aprendizado grande na arte de como lidar com Ogros. Por isso, achei importante dividir o que aprendi com as minhas amigas voyeres que sofrem com os mesmos problemas. Organizei aqui o conhecimento adquirido em 3 dicas que ajudarão vocês a educar seus Ogrinhos em casa:

Dica nº 1 – Seja franca, divida sua insatisfação:

Os Ogros são criaturas perfeitamente capazes de entender nossa angústia, o problema é que eles não são muito sensíveis. Nunca espere que eles ‘percebam’ por conta própria que há um problema. Você precisa falar, com todas as letras, o que a está chateando, se necessário desenhe.

Dica nº 2 – Faça o Ogro se comprometer:

Não adianta apenas fazê-lo entender o problema, é preciso conseguir que ele se comprometa a colaborar. Cuidado para não ser enrolada, eles conseguem mudar o foco com muita facilidade. Minha experiência pessoal diz que contrato oral não adianta, meu conselho é fazê-lo assinar um termo de compromisso (a digital do polegar direito já é suficiente).

Dica nº 3 – Ameace:

O Ogros são criaturas volúveis e manipuladoras. Eles mudam com facilidade promessas e conseguem argumentos que defendam sua preguiça. Não adianta mostrar o termo de compromisso assinado (ajuda, mas não adianta). Por isso, não meça as ameaças. Use todos os recursos de sua mente venenosa. Vale tudo nessa hora, mas, pasmem, a ameaça que tem melhores resultados é a greve da Amélia na hora do almoço: se recuse a fazer qualquer coisa se ele não levantar a bunda do sofá. Se possível, faça exatamente o que ele estiver fazendo (se ele estiver assistindo o futebol, abra uma cerveja e assista junto com ele). Largar calcinhas do mesmo modo que eles largam as cuecas funciona muito bem também.

Por fim, se nada disso der certo, faça o eu fiz nesse final de semana: arme um barraco daqueles. Desça do salto sem dó nem piedade (eu joguei na pia a macarronada que estava servindo na mesa). E se eles te mandarem para a pqp, siga o conselho e vá para casa da sua mãe. Garanto que quando você voltar, estará tudo limpinho esperando por você.

E o Ogro? Devidamente adestrado e morrendo de medo da esposa enlouquecida.