Ser ou não ser blogger?

9 11 2010

Ok, ninguém mais deve ler o blog, mas continuarei a escrever mesmo assim porque era aqui que eu descarregava todo (ou quase todo) o meu mau-humor tempos atrás. Faz alguns meses que parei de atualizar isso aqui (e minha parceira envenenada também não apareceu), então tive que rever algumas coisas. Entre posts apagados e novas ideias de como seguir com o blog cheguei a uma conclusão: tudo vai continuar exatamente como estava. Vou continuar com meus posts meio deprimentes, meio mal-humorados, meio ácidos, meio sem sentido, meio desinteressantes, meio gramaticalmente incorretos e sem NENHUMA cultura útil. Porque meu objetivo aqui é reclamar da vida e falar mal de pessoas e situações que me incomodam. Eventualmente eu fico meio filosófico e começo a questionar o sentido da vida e imagino quem eu sou em um universo paralelo. Mas nada disso importa, o que importa é que eu preciso colocar essa energia negativa em algum lugar porque esse veneno todo não deve fazer bem pro músculo cardíaco, então, é aqui que as coisas vão ficar. E você pode ler e concordar comigo ou pode ler e não concordar. Ou ainda tem a opção de não ler. Independente da sua escolha, você não tem nada a perder e nada a ganhar. E eu realmente não me importo com isso.  Minha única preocupação é destilar meu veneno!

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Coluna ‘Enfim, sós’ – Mas o que a Tati faz mesmo?

1 04 2010

Bom, algum dia eu tinha que aparecer, né não? Fiquei tão inspirada com os dois últimos posts do meu amiguinho de destilaria, que resolvi dar as caras aqui também.

Dessa vez, eu vou falar de um assunto que tem sido foco da minha vida nos últimos dois anos: meu trabalho. O mais engraçado disso é que a maioria das pessoas da minha família e amigos não fazem ideia do que eu faço da vida.

Veja minha avó, por exemplo, ela vai saber falar direitinho sobre a profissão de todos os outros netos: um está se formando em medicina, dois em engenharia, a outra neta será advogada, mas e a Tati, o que ela faz mesmo?

Pois é… eu sou praticamente o Chandler da minha família, ninguém consegue lembrar o que faço da vida. No começo, eu achava uma injustiça, que as pessoas só valorizavam as profissões clássicas, os famosos anéis de doutores.

Depois, com um tempo, eu me dei conta que a culpa é nossa. Nós, profissionais de comunicação, somos especialistas em vender produtos, serviços e promover marcas, mas as pessoas pouco conhecem sobre nosso trabalho. Não sabem o que é a vida em uma agência de comunicação, não entendem o que é marketing, não sabem que publicitário não é apenas o cara que faz comercial na TV… Se entrarmos no quesito Mídias digitais, então, o povo já fica logo com aquela cara de ‘whathefuck?’, que dá até preguiça de explicar.

Enfim, não dá pra esperar que minha mãe entenda ‘o que eu tanto faço, que vivo em reunião’, ou então que meus amigos compreendam que não é por vontade minha que não escrevo, telefono, mando SMS, mensagem de voz, sinal de fumaça, ou que meu marido não ache que seja fácil pedir uma folga, já que virei 3 noites seguidas, trabalhei o carnaval inteiro, finais de semana e afins.

Ninguém entende nada disso porque, quando as pessoas pensam em publicitário, a imagem que elas têm é daquele cara que ganha 20 mil por mês pra trabalhar da praia, ficar pensando em bobagem, ter idéias brilhantes para marcas multimilionárias e que vive ganhando prêmios, como um popstar. Eu bem que queria ser esse cara, aliás, todos que escolhem essa profissão na hora do vestibular também sonham com esse emprego… O problema é que ele não existe e, se existir, é para poucos 1% , estes, sustentados pelos outros 99% que seguram a onda e colocam a mão na massa

Só quem trabalha com comunicação e, em especial numa agência, sabe o que a gente passa no dia a dia, compreende as durezas dos prazos absurdos, o caos das concorrências e licitações, os clientes enlouquecidos e enlouquecedores, o frio na espinha quando chegam os pedidos de alterações e todos aqueles momentos dolorosos do ‘se fode ai’.

Mas também só a gente consegue entender a delícia do ambiente em que trabalhamos, onde é normal chegar de havaianas (quando não tem visita de cliente, é claro), onde podemos fazer aquela reunião de brainstom num barzinho, levantar da cadeira e dançar funk pra descontrair e compartilhar aquela sensação de dever cumprido quando recebemos um ‘tapinha’ nas costas e ouvimos aquele grito ‘fechamos a conta!”.

Pra resumir, é um trabalho de corno, mas eu amo muito tudo isso:

 





Coluna ‘Enfim Sós’ – E o Rio de Janeiro, continua lindo???

19 01 2010

Sim, amiguinhos, voltei! Aproveitei o recesso de final de ano e me dei um descanso de todas as obrigações não relacionadas ao trabalho, até porque eu também sou filha do Homem, né mesmo?!

Mas agora estou de volta e prometo me esforçar ao máximo para manter minha coluna atualizada semanalmente (faz parte das minhas resoluções para 2010!). Conto com a ajuda do meu fiel companheiro de destilaria para manter vocês interessados e encher esse blog de venenos deliciosos.

Porém, já começo o ano quebrando a rotina e pedindo para vocês um minutinho de atenção para o desabafo de uma carioca revoltada com a situação de segurança da cidade do Rio de Janeiro.

Esse mês, tive uma notícia terrível: um amigo de infância morreu depois de levar um tiro no peito na saída de uma casa de festas na zona norte do Rio. Quando a minha prima veio me contar o que tinha acontecido, eu nem acreditei, porque tinha ouvido naquela manhã a notícia do tiroteio e lidei com aquela informação como a maioria das pessoas fazem: ‘que merda, né?! Mas isso foi na Penha, não vai acontecer comigo’.

O problema é que aconteceu, não comigo, mas com alguém que eu conheço. O que mais me enojou nessa situação é que eu, como a maioria dos cariocas, sou tão apática que foi necessário um amigo de infância morrer para eu me revoltar com o problema de segurança do Rio de Janeiro.

Só nos últimos dois meses, já fui quase assaltada 3 vezes e achava que isso era normal, que eram conseqüências dessa época no do ano. Normal o que, cara pálida? Desde quando é normal ter que andar pela cidade onde moro em estado de pânico, olhando por todos os lados à espera de algum marginal brotar do chão para tentar me assaltar? Não fosse esse comportamento ‘sempre-alerta’, eu com certeza tinha rodado na mão dos motoqueiros que tentaram fechar o meu carro na volta da pós, ou do trombadinha que tentou me assaltar quando desci do ônibus na volta do trabalho, ou até mesmo dos também motoqueiros que seguiram meu carro na entrada da Grajaú-Jacarépaguá.

As pessoas estão dizendo que esse aumento da violência nas ruas é conseqüência do plano de pacificação dos morros. A lógica é simples, como o governo está tentando acabar com o tráfico de drogas nas comunidades, os marginais têm que arranjar outra forma de ganhar dinheiro, ou seja, descem todos para as ruas e escrotizam os cidadãos de bem. Resultado? Os cariocas estão começando a ser contra o projeto do governo.

Agora eu me pergunto, é pra deixar como está e não fazer nada? Vamos conviver pacificamente com os marginais e rezar para eles não decidirem tomar conta da cidade? Por outro lado, a ação de pacificação vai custar a vida de mais quantas pessoas? Eu realmente não sei a resposta para essas perguntas, eu só fico puta é com a apatia de todos em relação ao cenário caótico em que nossa cidade se encontra.

Ontem mesmo mais uma conhecida sofreu um seqüestro relâmpago… E a classe média, formadora de opinião e politicamente engajada no Twitter só sabe atacar os serviços do Metrô RioO que é mais importante para o carioca: chegar mais cedo ou chegar vivo em casa?

Tenho certeza que os amigos e a família do Marcelo sabem essa resposta. O filhinho dele de dois anos também vai saber quando tiver idade suficiente para opinar.





Ser ou não ser folgado?

14 01 2010

Quanto tempo sem atualizar o Blog… E quanto tempo sem ler os meus blogs favoritos! O povo andou trabalhando bastante enquanto eu estive fora. Sei que ninguém perguntou por onde eu andei nos últimos 30 dias, mas vou contar tudo detalhadamente nos próximos dias porque o sul do país é um lugar muito divertido!

Hoje vou falar de férias! Pela primeira vez em 7 anos posso dizer que minhas férias coincidiram com o verão. E o melhor de tudo é que elas estão apenas começando! A gente sempre planeja fazer um zilhão de coisas nesse período de folga e certamente não foi diferente comigo. Depois de quase quatro anos sem folga, percebi que estava bem desatualizado sobre o mundo dos entretenimentos. A primeira coisa que eu fiz foi procurar uma lista com os melhores filmes dos últimos dois anos. Imaginem a minha cara de surpresa/felicidade quando descobri que o Exterminador do Futuro ganhou outra continuação! Também descobri que vampiros estão na moda. Legal! Sempre gostei de vampiros. Tinha prometido que não pegaria livros na mão durante esses dias, mas não poderei cumprir essa promessa porque eu ainda preciso ler o último livro do Harry Potter. E também quero terminar de ler “O Universo Numa Casca de Noz” e preciso continuar a minha saga desbravando os segredos da Bíblia (acreditem, o Antigo Testamento é muito divertido! Se você gosta de ação, aventura, sexo e violência, a Bíblia é pra você!). Sem contar todos os mangás que tive que parar de ler (já comprei mais de 20 volumes pra ler nas férias).

Mas o principal é que pretendo atualizar o Blog com mais frequência nesses dias, então, vamos voltar a reclamar da vida, porque felicidade demais enche o saco!





Já é natal no Destilando Veneno…

23 12 2009

Sim, já é natal na leader magazine aqui no blog, até porque os shoppings e supermercados estão um inferno e temos presentes e ceia pra comprar…. Portanto, já fechamos pro feriadão!

Então, deixamos aqui nossos votos de um natal muito venenoso e saboroso para nossos voyeres e esperamos que curtam muito, comam sem culpa, mas manerem na bebida pra não acabar como o papai noel ai de baixo:

Ho-ho-ho-ic!





Ser ou não ser palhaço?

4 12 2009

Que homem é tudo palhaço a gente já sabe, mas que tem mulher competindo de igual pra igual no quesito de líder do picadeiro, só vendo pra crer.

Fazia uma semana que aquela guria tinha começado a conversar comigo nos intervalos entre as aulas. Tínhamos um amigo (gay) em comum e, segundo ela, como ele sempre falava muito bem da minha pessoa, ela ficou interessada em me conhecer… (até hoje fico imaginando o que foi que ele falou pra ela). Certa noite esse amigo apareceu na minha sala de aula com um guri bem gatinho que ele tava “pegando” e, com eles, a palhaça em questão. Meu amigo me puxou pra um canto e disse:

– A menina não parou de falar de você a semana inteira, quer ficar contigo. Vamos jantar. Nós quatro. Agora.

[Perder ou não perder aula pra dar uns pegas na guria?]

[Perder!]

 -Vambora!

E lá fomos nós jantar em um restaurante novo na cidade. Conversa vai, conversa vem… Saudades do meu amigo que tinha ficado dois meses fora. A guria dando todos os sinais de que realmente tava afim. O ficante do meu amigo se integrando facilmente ao grupo. Um cara bonito entra no restaurante. Sensação de que o conheço… Ah! Claro! Conheço-o muito bem! [cidade pequena é foda] Voltando à guria: tá na hora de ir ao que interessa. Terminado a jantar, já em um lugar mais discreto, quando eu fui beija-la… Ela virou o rosto. A FILHA DA PUTA MÃE VIROU O ROSTO!

– Acho que você não me entendeu direito – disse a palhaça.
– Realmente, não entendi nada. [Como assim sua biscate? Ficou me dando mole a semana toda e agora faz isso?]
 – É que eu não quero brincar com os meus sentimentos. [Seeeeeeeeeeeeeei!!!!]
 – Não tô pedindo pra você gostar de mim. Era só um beijo! Ainda dá tempo de você mudar de idéia.
– Não, eu não sou assim [assim como?]. Me leva pra casa. [Eu devia era te deixar aqui e fazer você voltar a pé sua piranha!]

 Levei a palhaça pra casa. (porque eu sou educado)

 Na noite seguinte… Eu estava conversando com um guri bonito que estudava comigo quando alguém me puxou pro lado com tamanha força que quase me derrubou:

– A gente precisa conversar!  [Sim, a palhaça voltou!] Acho que houve um mal-entendido ontem.
– Tudo bem. Eu entendi mal, não tem o que explicar. [tudo bem o caralho!]
– Vamos lá fora conversar. [lá fora?]
– Eu tenho aula. [me fazer de difícil, né?]
– Por favor, eu preciso te explicar o que aconteceu. [eu tô entendendo errado outra vez ou agora ela realmente ta afim?]

Lá fora:

– Vamos pra um lugar mais reservado. [QUALÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!!!!!!!!!!!!!!! Ontem tava se fazendo de virgem e hoje quer ir pra um lugar “mais reservado”???]
– Aqui não é reservado?
– Vamos pro teu carro. [HEIN!?]
– Ok.

No carro:

– Você não me entendeu ontem [acho que isso já ficou bem claro, não?]. Eu não sou dessas que sai com um cara e já vai pro motel com ele no mesmo dia. [sei…]
– Quem disse que eu ia te levar pro motel ontem? [você não vale tudo isso!]
– É que vocês homens são assim. E eu não sou dessas. [sei…]
– Na boa guria, você não tem que me explicar nada, você simplesmente não quis e eu jamais forçaria alguém a fazer algo que não quer. Sem ressentimentos. [Sem ressentimentos?! Me fez perder 3 horas da minha vida!]
– O que eu queria te dizer é que desde que me falaram de você eu já fiquei interessada em te conhecer [foi o que me disseram] e você é um cara muito interessante mesmo [agora me conte uma novidade]. Você é muito inteligente e isso me atrai muito em um homem [tô entendendo errado outra vez ou ela tá querendo dar pra mim?]. E eu sei que você é muito ocupado, eu também tenho uma vida muito corrida, mas acho que às vezes a gente precisa se distrair e fugir um pouco dessa rotina [eu assisto animes pra fugir da rotina]. Então, o que eu queria te propor é algo que vai contra todos os meus valores [que valores?], contra a minha religião [que religião?] e tudo o que eu considero certo [ela vai liberar!]. Eu queria te propor uma amizade colorida, tipo um relacionamento aberto. [MORRI!!!]
– Oh… [Essa eu definitivamente não tava esperando… Pense rápido! Pense rápido! Desse jeito não dá pra pensar rápido!]

Silêncio por alguns segundos… Na minha mente, a dúvida: Comer ou não comer?

– Não sei o que você acha disso, como eu te disse, isso vai contra todos os meus valores, mas seria uma forma de podermos aliviar as tensões de vez em quando [comer ou não comer?]. Não teria responsabilidade de namoro e quando você quisesse você poderia me ligar pra gente sair. Ou eu poderia te ligar [comer ou não comer?].
[NÃO COMER!]
– Mesmo não sendo um namoro existiria a responsabilidade [agora o virgem sou eu]. E como você já sabe, eu tô bem ocupado mesmo [verdade!]. E mesmo que não estivesse, isso não ia rolar. Eu não sou assim [aprendi com você!]. Agora eu preciso voltar, já é a quarta aula que eu to perdendo desde ontem [e você não vale o esforço].

[beijomiliga!]





Ser ou não ser descoberto?

26 11 2009

Testosterona

Segunda-feira. Tinha acabado de chegar na sala de aula e minha amiga queria saber sobre o guri com quem eu havia saído no final de semana:

–  Me conte! Me conte! Me conte!

– Agora não, todo mundo aqui, alguém pode ouvir. (viado enrustido é foda…)

– Mas daqui a pouco o professor já vai chegar… E no intervalo vai ter ainda mais gente… Eu pergunto e você responde! Pode ser? (fazendo cara de “por favor! Por favor! Por favor!”)

– Cuidado com o que você vai perguntar!

– Bonita?

– Muito!

– Alta ou baixa?

– 1,70m, mais ou menos.

– Gorda ou magra?

– Normal. Faz musculação, tá em forma.

– Cor dos olhos?

– Azuis.

– Aiiinn… Deve ser bem bonita mesmo! Cabelo curto ou comprido? (tava se empolgando)

– Curto.

– Com barba ou sem barba? (se empolgou)