Coluna ‘Enfim, sós’ – Como educar um Ogro

22 06 2009

ogro

Ofereço o post de hoje para minhas amigas voyeres que tanto se revoltaram com o meu último desabafo ‘Amélia é que era uma fdp’. Elas me inspiraram a fazer um tratamento de choque com meu marido Ogro para ele começar a dividir comigo as tarefas do dia-a-dia.

A experiência rendeu um aprendizado grande na arte de como lidar com Ogros. Por isso, achei importante dividir o que aprendi com as minhas amigas voyeres que sofrem com os mesmos problemas. Organizei aqui o conhecimento adquirido em 3 dicas que ajudarão vocês a educar seus Ogrinhos em casa:

Dica nº 1 – Seja franca, divida sua insatisfação:

Os Ogros são criaturas perfeitamente capazes de entender nossa angústia, o problema é que eles não são muito sensíveis. Nunca espere que eles ‘percebam’ por conta própria que há um problema. Você precisa falar, com todas as letras, o que a está chateando, se necessário desenhe.

Dica nº 2 – Faça o Ogro se comprometer:

Não adianta apenas fazê-lo entender o problema, é preciso conseguir que ele se comprometa a colaborar. Cuidado para não ser enrolada, eles conseguem mudar o foco com muita facilidade. Minha experiência pessoal diz que contrato oral não adianta, meu conselho é fazê-lo assinar um termo de compromisso (a digital do polegar direito já é suficiente).

Dica nº 3 – Ameace:

O Ogros são criaturas volúveis e manipuladoras. Eles mudam com facilidade promessas e conseguem argumentos que defendam sua preguiça. Não adianta mostrar o termo de compromisso assinado (ajuda, mas não adianta). Por isso, não meça as ameaças. Use todos os recursos de sua mente venenosa. Vale tudo nessa hora, mas, pasmem, a ameaça que tem melhores resultados é a greve da Amélia na hora do almoço: se recuse a fazer qualquer coisa se ele não levantar a bunda do sofá. Se possível, faça exatamente o que ele estiver fazendo (se ele estiver assistindo o futebol, abra uma cerveja e assista junto com ele). Largar calcinhas do mesmo modo que eles largam as cuecas funciona muito bem também.

Por fim, se nada disso der certo, faça o eu fiz nesse final de semana: arme um barraco daqueles. Desça do salto sem dó nem piedade (eu joguei na pia a macarronada que estava servindo na mesa). E se eles te mandarem para a pqp, siga o conselho e vá para casa da sua mãe. Garanto que quando você voltar, estará tudo limpinho esperando por você.

E o Ogro? Devidamente adestrado e morrendo de medo da esposa enlouquecida.

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