Ser ou não ser criminoso?

12 04 2010

“Secretário de Estado do Vaticano liga casos de pedofilia ao homossexualismo”

Segundo ele, a causa da pedofilia não é o celibato, é o “homossexualismo”. Sim, pois homossexuais é que vão contra a natureza. O celibato não contraria em nada a natureza humana.

Eu tento, juro que tento respeitar e me manter neutro quando o assunto é religião, mas tem horas que o sangue ferve! Se não bastasse tudo o que a Igreja contribui para o ódio contra gays, agora eles nos acusam de sermos os responsáveis pela pedofilia?

É verdade que muitos pedófilos também são homossexuais, mas existem muitos outros que são heterossexuais. E aí, quando os caras abusam de menininhas indefesas, os gays são culpados de quê?

 

Gays e celibatários têm algo em comum: sua sexualidade é tida como algo errado, infame, demoníaco. Vamos ser honestos, quem pode desenvolver uma sexualidade saudável sendo bombardeado por essas palavras ao menor sinal de um pensamento “impuro”? Me parece natural que pessoas que moldam seus desejos dessa forma venham a ter algum tipo de problema com sua sexualidade. Infelizmente, muitas vezes, quem paga por isso são as crianças.

A Igreja só está colhendo o que ela mesmo plantou! Esses escândalos de pedofilia em que ela está envolvida deixam claro que ela tem culpa nisso. O celibato nos padres ou as perseguições aos homossexuais são a sua contribuição direta com muitos casos de pedofilia. E agora ela quer colocar a culpa na gente? Dando a entender que todos os gays são responsáveis pela pedofilia? Me desculpem, mas essa culpa eu não carregarei! Já foi chato demais crescer com medo de ir para o inferno, não vou passar o resto da minha vida com medo de ser um criminoso.

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Ser ou não ser inseguro?

8 04 2010

Quando a personagem desta história foi morar em Curitiba e tudo começou a dar certo no campo profissional, ela decidiu que estava na hora de encontrar pretendentes a futuros genros de sua mãe.

Um detalhe interessante dessa guria é que, apesar de ser linda, inteligente e cheia de atributos que a tornam um espetáculo de mulher (sem esquecer das acrobacias que eu ouvi dizer que ela sabe fazer na cama), quando ela morava no interior, ela estava sempre sozinha. A minha teoria para explicar o paradoxo? Os homens daqui tinham medo dela. Não tinham coragem de chegar nela porque a achavam demais pra eles (e, honestamente, eles tinham razão…).

Felizmente os homens de Curitiba eram mais seguros de si e, em poucos dias, ela já tinha conhecido vários pretendentes. Jovens de futuro promissor, inteligentes, bonitos, outros não tão jovens assim, morenos, loiros, latinos, europeus, orientais… Mas teve um que a atraiu de maneira diferente. Bonito, bom papo, tinha mestrado, falava 3 línguas (estava aprendendo a quarta) e os braços… Ah, os braços… “Ele tinha os braços ‘coisiadinhos’, sabe? Era esse! Tinha que ser esse! Encontro marcado, melhor roupa, melhor perfume, tudo mais que as mulheres fazem naquelas quatro horas que antecedem um encontro e, finalmente, ela estava pronta.

E ele? Um  verdadeiro gentleman! Pontualíssimo, no horário combinado foi buscá-la, abriu a porta do carro para ela antrar (que fofo!) e foram em algum desses lugares legais que os homens levam as mulheres antes de levá-las para o motel. Antes de saírem do carro, no entanto, algo chamou a atenção da nossa heroína: seu acompanhante estava colocando algum tipo de corrente  na direção do carro. “Tenho medo de que roubem o meu carro” se explicou ele.

O jantar foi ótimo, a conversa agradável, eles tinham mais em comum do que ela poderia imaginar e ele era tão encantador, tinha uma charme tão diferente dos outros caras. Mas, definitivamente, esse não seria o genro de sua mãe.

Na sua cabeça uma voz gritava: “CORRENTES NO VOLANTE NÃO!!!!!”





Coluna ‘Enfim, sós’ – Mas o que a Tati faz mesmo?

1 04 2010

Bom, algum dia eu tinha que aparecer, né não? Fiquei tão inspirada com os dois últimos posts do meu amiguinho de destilaria, que resolvi dar as caras aqui também.

Dessa vez, eu vou falar de um assunto que tem sido foco da minha vida nos últimos dois anos: meu trabalho. O mais engraçado disso é que a maioria das pessoas da minha família e amigos não fazem ideia do que eu faço da vida.

Veja minha avó, por exemplo, ela vai saber falar direitinho sobre a profissão de todos os outros netos: um está se formando em medicina, dois em engenharia, a outra neta será advogada, mas e a Tati, o que ela faz mesmo?

Pois é… eu sou praticamente o Chandler da minha família, ninguém consegue lembrar o que faço da vida. No começo, eu achava uma injustiça, que as pessoas só valorizavam as profissões clássicas, os famosos anéis de doutores.

Depois, com um tempo, eu me dei conta que a culpa é nossa. Nós, profissionais de comunicação, somos especialistas em vender produtos, serviços e promover marcas, mas as pessoas pouco conhecem sobre nosso trabalho. Não sabem o que é a vida em uma agência de comunicação, não entendem o que é marketing, não sabem que publicitário não é apenas o cara que faz comercial na TV… Se entrarmos no quesito Mídias digitais, então, o povo já fica logo com aquela cara de ‘whathefuck?’, que dá até preguiça de explicar.

Enfim, não dá pra esperar que minha mãe entenda ‘o que eu tanto faço, que vivo em reunião’, ou então que meus amigos compreendam que não é por vontade minha que não escrevo, telefono, mando SMS, mensagem de voz, sinal de fumaça, ou que meu marido não ache que seja fácil pedir uma folga, já que virei 3 noites seguidas, trabalhei o carnaval inteiro, finais de semana e afins.

Ninguém entende nada disso porque, quando as pessoas pensam em publicitário, a imagem que elas têm é daquele cara que ganha 20 mil por mês pra trabalhar da praia, ficar pensando em bobagem, ter idéias brilhantes para marcas multimilionárias e que vive ganhando prêmios, como um popstar. Eu bem que queria ser esse cara, aliás, todos que escolhem essa profissão na hora do vestibular também sonham com esse emprego… O problema é que ele não existe e, se existir, é para poucos 1% , estes, sustentados pelos outros 99% que seguram a onda e colocam a mão na massa

Só quem trabalha com comunicação e, em especial numa agência, sabe o que a gente passa no dia a dia, compreende as durezas dos prazos absurdos, o caos das concorrências e licitações, os clientes enlouquecidos e enlouquecedores, o frio na espinha quando chegam os pedidos de alterações e todos aqueles momentos dolorosos do ‘se fode ai’.

Mas também só a gente consegue entender a delícia do ambiente em que trabalhamos, onde é normal chegar de havaianas (quando não tem visita de cliente, é claro), onde podemos fazer aquela reunião de brainstom num barzinho, levantar da cadeira e dançar funk pra descontrair e compartilhar aquela sensação de dever cumprido quando recebemos um ‘tapinha’ nas costas e ouvimos aquele grito ‘fechamos a conta!”.

Pra resumir, é um trabalho de corno, mas eu amo muito tudo isso:

 





Ser ou não ser macho?

31 03 2010

O ócio, ah, o ócio… Quando a folga é demais você se pega fazendo coisas que não imagina. E no meu tempo ocioso ando assistindo muita TV aberta. Já sei quase tudo sobre os personagens das novelas da Globo, estou impressionado com a baixa qualidade da programação do SBT, não abro mão de ver o Shoptime e estou gostando muito do Record News. Mas, o que me pegou de jeito mesmo foi o BBB 10. Nunca tinha acompanhado o programa como acompanhei desta vez e espero nunca mais fazê-lo.

Os participantes de quem eu mais gostava foram saindo um a um logo no início do programa e, na minha cabeça, a dúvida que me atormentava: Por que Marcelo Dourado era tão querido pelo público? Um amigo me respondeu que “em um Big Brother cheio de bichas o modelo de macho inevitavelmente acabou se destacando”. E que modelo de macho, hein!! Grosso, estúpido, sem muita noção de etiqueta e boas maneiras. Mas até aí tudo bem, eu até poderia engolir que um cara assim fosse o queridinho do público se tivesse outros atributos. O que eu não entendi e acho que não quero entender foram outras coisas… E vamos numerá-las:

1) A tatuagem com suásticas: sobre isso ele afirmou que é um símbolo milenar que pode ter diversos significados e blá, blá, blá. Em 1930 ele poderia ter dito isso! Hoje esse símbolo significa racismo, anti-semitismo, campos de concentração, perseguições, torturas, assassinatos horrendos, enfim, o símbolo continua tendo vários significados, mas nenhum que lembre algo de bom para uma sociedade.

2 )”Homem hétero não pega AIDS”. Essa pegou mal mesmo, teve uma pitada de homofobia sim, mas nada que merecesse destaque, o imperdoável foi a ignorância da pessoa. Com mais de duas décadas de campanhas de prevenção e esforço para fazer as pessoas entenderem que precisam se cuidar, o indivíduo sai com uma dessas? No entanto, o que mais me chamou a atenção foi algo que ele disse logo em seguida: 

3) “Eu não uso camisinha com as minhas namoradas e ninguém vai me fazer mudar isso”. Helloooôôwwww!!!?? Como assim? Nem suas parceiras fariam você “mudar isso”? Suas namoradas aceitam passivamente seus mandos e desmandos na cama? Seus mandos e desmandos sobre as mulheres se limitam somente ao sexo?

E esse cara é o novo ídolo nacional, a nova referência para muitas pessoas, o modelo que muitas crianças vão seguir.

Pelo menos foi bom pra eu voltar à realidade. Quando a gente fica vendo muitos seriados a gente quase acredita que o mundo é como em Will & Grace e as pessoas podem viver felizes do jeito que são.

Talvez Marcelo Dourado não seja homofóbico, mas grande parte de sua torcida certamente é (as ameaças a Dicésar provam isso). Talvez ele respeite suas parceiras, mas com certeza muitas das mulheres que pra ele torceram não fazem muita questão de serem respeitadas por seus parceiros. Talvez ele deseje viver em uma sociedade onde todos se respeitam, mas algo me diz que não é isso que grande parte de sua torcida deseja. E, quando falamos de sua torcida, falamos de quase 100 milhões de pessoas…

Definitivamente: continuo no armário. E desta vez me certificarei de que está bem trancado!





Ser ou não ser desconectado?

30 03 2010

Sobrevivi!

Meu dilema começou com minha internet que resolveu deixar de funcionar. Depois de muito ser enrolado pelos responsáveis, resolvi procurar os serviços de outra empresa. O que eu não esperava é que seria enrolado por duas semanas até poder voltar a me conectar.

A abstinência de Internet causa alguns efeitos estranhos… Mesmo desconectado é difícil sair da frente do PC. Quando eu já estava craque em paciência spider (com quatro naipes!), minhas cidades no Sim City estavam ricas e com lindos edifícios comerciais, meus Sims eram felizes e realizados em todos os aspectos possíveis (jogo com envelhecimento desabilitado) e o Master Chief aqui destruiu Halo pela segunda vez, meu PC pediu um tempo… Ok, era tudo o que eu precisava, ficar sem ele também!

Finalmente hoje foi tudo resolvido! Meu PC tá turbinado (pronto pra salvar a Terra dos Covenants), minha internet está veloz e minha rede sem fio doméstica ficou melhor do que eu esperava.

Felizmente tudo acabou bem e posso voltar a ser gay aqui no mundo virtual. Melhor não reprimir muito esses impulsos, porque eu juro que se ouvisse Tik-Tok ou Poker Face mais uma vez eu ia subir na primeira mesa que aparecesse na frente e dançar como louca louco!





Ser ou não ser hilário?

25 02 2010

“Arquidiocese do Rio de Janeiro quer processar filme que destruiu Cristo”.

Ri!

Continuei rindo!

Comecei a rir alto!

Extremamente alto!

Fiquei sem ar e parei de rir.

E então comecei a refletir…

Filmes sobre o fim do mundo sempre me agradam, por piores que sejam. “2012” não foi diferente. Mas nesse tinha algo de mais excitante, o Cristo sendo destruído por uma onda gigante. E qual a diferença de ver o Cristo ao invés da Estátua da Liberdade sendo engolido pela água? Nenhuma. A menos que você pense que “pôxa, o Brasil foi lembrado por Hollywood”, “é nóis na fita!”, “finalmente as coisas estão acontecendo por aqui também”.

As coisas excitantes do mundo do cinema nunca acontecem no hemisfério sul. Pra onde os Exterminadores do futuro são transportados? Onde mora o Homem-Aranha? Quando os alienígenas invadem a Terra, por onde eles começam? E onde eles são detidos? Onde mora o Harry Potter? Onde o pessoal de Torchwood trabalha? Onde o House atende seus pacientes? Norte, norte, norte! Mas desta vez fomos lembrados!  Em uma cena incrível que, de tão importante, estava em todos os trailers do filme.

E como reagimos a isso? Com o bom e velho oportunismo do brasileiro caricato que não pode ver uma chance de se dar bem em cima dos outros que vai logo pensando nos lucros que pode ter com isso. Já que não pôde cobrar pelo uso da imagem, vai tentar tirar uma graninha alegando que se tratava de um símbolo religioso que deveria ser preservado.

Alguém aí duvida de que vai ter muita igrejinha que se diz cristã seguindo a matriarca e pedindo indenização pra Columbia?





Ser ou não ser paranaense?

9 02 2010

Na hora de fechar os meus posts sobre os estados do sul me deparei com um pequeno problema: eu não conheço o meu estado! E olha que passei toda a minha vida no Paraná. Eu tenho algumas teorias pra isso, mas nenhuma realmente me convence, então, acho que vou falar sobre o pouco que eu sei… A história do Paraná é pouco conhecida, mas muita coisa aconteceu por aqui ainda nos primeiros anos da colonização do Brasil. Infelizmente não existe muito interesse em se contar essas histórias (eu mesmo só fui conhecer um pouco da história do Paraná há pouco mais de um ano). Mas isso não significa que o estado não tenha atrativos. E, nesses atrativos, as belezas naturais ocupam a dianteira! Como não falar das Cataratas do Iguaçu? Sem dúvida, um dos lugares mais lindos que conheço! Ainda em Foz do Iguaçu temos a maior usina hidrelétrica do mundo! Eu sei que é só concreto, mas ainda assim tem o poder de te deixar encantado com aquela obra faraônica! Foz do Iguaçu também tem o Parque das Aves, um lugar lindo com algumas espécies de aves (e também de répteis) bem exóticas. É uma boa alternativa pra enfrentar o calor da cidade, o parque é todo arborizado e a temperatura fica mais amena.

No norte do estado estão Londrina e Maringá. Esta última se destaca por ser toda planejada e por ser uma das cidades mais arborizadas do estado, mas, o que mais me atrai em Maringá são os “japagatinhos”. O norte do Paraná recebeu muitos imigrantes japoneses e Maringá é uma das cidades com a maior concentração de orientais no estado.

O Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa apresenta formações rochosas bem interessantes e, não muito longe dali, fica a nossa Capital: Curitiba. A cidade é linda, cheia de lugares bonitos para se visitar (Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Barigui, entre outros), mas aquela história de que o curitibano é frio e fechado é verdade! Não espere fazer amigos por lá. De Curitiba você pode pegar um trem que desce a Serra do Mar e vai até Paranaguá, dizem que o passeio é muito bom, mas ainda não tive a oportunidade de experimentar. De toda maneira, fica o registro. E, já que estamos falando de trens, não posso deixar de comentar sobre os projetos de expansão das ferrovias no estado. A intenção é ligar diversas cidades com trens que poderão transportar passageiros a mais de 100 Km/h. Enquanto isso, quem está disposto a desembolsar uma boa grana em um passeio pode optar pelo “Great Brazil Express”, um trem de luxo que corta o Paraná de Leste a Oeste.

Mas, se nada disso te interessou, talvez lá em Pato Branco, onde tudo é diferente, você possa encontrar algo que te agrade.