Ser ou não ser palhaço?

4 12 2009

Que homem é tudo palhaço a gente já sabe, mas que tem mulher competindo de igual pra igual no quesito de líder do picadeiro, só vendo pra crer.

Fazia uma semana que aquela guria tinha começado a conversar comigo nos intervalos entre as aulas. Tínhamos um amigo (gay) em comum e, segundo ela, como ele sempre falava muito bem da minha pessoa, ela ficou interessada em me conhecer… (até hoje fico imaginando o que foi que ele falou pra ela). Certa noite esse amigo apareceu na minha sala de aula com um guri bem gatinho que ele tava “pegando” e, com eles, a palhaça em questão. Meu amigo me puxou pra um canto e disse:

– A menina não parou de falar de você a semana inteira, quer ficar contigo. Vamos jantar. Nós quatro. Agora.

[Perder ou não perder aula pra dar uns pegas na guria?]

[Perder!]

 -Vambora!

E lá fomos nós jantar em um restaurante novo na cidade. Conversa vai, conversa vem… Saudades do meu amigo que tinha ficado dois meses fora. A guria dando todos os sinais de que realmente tava afim. O ficante do meu amigo se integrando facilmente ao grupo. Um cara bonito entra no restaurante. Sensação de que o conheço… Ah! Claro! Conheço-o muito bem! [cidade pequena é foda] Voltando à guria: tá na hora de ir ao que interessa. Terminado a jantar, já em um lugar mais discreto, quando eu fui beija-la… Ela virou o rosto. A FILHA DA PUTA MÃE VIROU O ROSTO!

– Acho que você não me entendeu direito – disse a palhaça.
– Realmente, não entendi nada. [Como assim sua biscate? Ficou me dando mole a semana toda e agora faz isso?]
 – É que eu não quero brincar com os meus sentimentos. [Seeeeeeeeeeeeeei!!!!]
 – Não tô pedindo pra você gostar de mim. Era só um beijo! Ainda dá tempo de você mudar de idéia.
– Não, eu não sou assim [assim como?]. Me leva pra casa. [Eu devia era te deixar aqui e fazer você voltar a pé sua piranha!]

 Levei a palhaça pra casa. (porque eu sou educado)

 Na noite seguinte… Eu estava conversando com um guri bonito que estudava comigo quando alguém me puxou pro lado com tamanha força que quase me derrubou:

– A gente precisa conversar!  [Sim, a palhaça voltou!] Acho que houve um mal-entendido ontem.
– Tudo bem. Eu entendi mal, não tem o que explicar. [tudo bem o caralho!]
– Vamos lá fora conversar. [lá fora?]
– Eu tenho aula. [me fazer de difícil, né?]
– Por favor, eu preciso te explicar o que aconteceu. [eu tô entendendo errado outra vez ou agora ela realmente ta afim?]

Lá fora:

– Vamos pra um lugar mais reservado. [QUALÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!!!!!!!!!!!!!!! Ontem tava se fazendo de virgem e hoje quer ir pra um lugar “mais reservado”???]
– Aqui não é reservado?
– Vamos pro teu carro. [HEIN!?]
– Ok.

No carro:

– Você não me entendeu ontem [acho que isso já ficou bem claro, não?]. Eu não sou dessas que sai com um cara e já vai pro motel com ele no mesmo dia. [sei…]
– Quem disse que eu ia te levar pro motel ontem? [você não vale tudo isso!]
– É que vocês homens são assim. E eu não sou dessas. [sei…]
– Na boa guria, você não tem que me explicar nada, você simplesmente não quis e eu jamais forçaria alguém a fazer algo que não quer. Sem ressentimentos. [Sem ressentimentos?! Me fez perder 3 horas da minha vida!]
– O que eu queria te dizer é que desde que me falaram de você eu já fiquei interessada em te conhecer [foi o que me disseram] e você é um cara muito interessante mesmo [agora me conte uma novidade]. Você é muito inteligente e isso me atrai muito em um homem [tô entendendo errado outra vez ou ela tá querendo dar pra mim?]. E eu sei que você é muito ocupado, eu também tenho uma vida muito corrida, mas acho que às vezes a gente precisa se distrair e fugir um pouco dessa rotina [eu assisto animes pra fugir da rotina]. Então, o que eu queria te propor é algo que vai contra todos os meus valores [que valores?], contra a minha religião [que religião?] e tudo o que eu considero certo [ela vai liberar!]. Eu queria te propor uma amizade colorida, tipo um relacionamento aberto. [MORRI!!!]
– Oh… [Essa eu definitivamente não tava esperando… Pense rápido! Pense rápido! Desse jeito não dá pra pensar rápido!]

Silêncio por alguns segundos… Na minha mente, a dúvida: Comer ou não comer?

– Não sei o que você acha disso, como eu te disse, isso vai contra todos os meus valores, mas seria uma forma de podermos aliviar as tensões de vez em quando [comer ou não comer?]. Não teria responsabilidade de namoro e quando você quisesse você poderia me ligar pra gente sair. Ou eu poderia te ligar [comer ou não comer?].
[NÃO COMER!]
– Mesmo não sendo um namoro existiria a responsabilidade [agora o virgem sou eu]. E como você já sabe, eu tô bem ocupado mesmo [verdade!]. E mesmo que não estivesse, isso não ia rolar. Eu não sou assim [aprendi com você!]. Agora eu preciso voltar, já é a quarta aula que eu to perdendo desde ontem [e você não vale o esforço].

[beijomiliga!]

Anúncios

Ações

Information

5 responses

4 12 2009
Amanda

Que palhaça que não sabe o que quer da vida! Se fazer de dificil é tão século passado minha filha… Ou quer ou não quer. Agora é tarde, né Leo?

11 12 2009
Alice

Gente, coitada também! Sabe-se lá que religião é essa, e que diabos de valores eram esses! Hahahahaha.
Ué, agora eu que não entendi! Você perdeu de comer ela vez ou outra?
Sei não, acho tudo isso muito complicado. Pra mim, é como disseram no comentário em cima, ou quero ou não quero e pronto. Aliás, nunca fui de enrolar, esqueceram de me ensinar a fazer doce! Hahahaha.

Um beijo!

11 01 2010
luci

perai, perai… tenha paciência com esse ser aqui e me explique uma coisa. eu leio o teu blog ha pouquissimo tempo, mas pelos relatos, achei que você fosse gay (palmas pra ela). quer dizer, não sei se você é gay, se é bi, “curioso”, sei la o que, mas de qualquer forma, por que você ficou em duvida se comia ou não a menina? isso de da algum tipo de prazer/vantagem psicologico/fisico ou era pra dar algum tipo de satisfação a alguém? (tenho medo que minhas habilidades como comentarista tenham deixado alguma duvida, no entanto, essa eh uma pergunta inocente, soh tou curiosa).

14 01 2010
Leonardo

Acredite, Alice, se fazer de difícil é exatamente o que a Amanda disse: “Tão século passado”. Fique feliz por nunca terem te ensinado a fazer doce.
Luci, me acho mais gay do que bi, mas mulheres são bonitas e penso que seria um desperdício passar pela vida sem aproveitar o que elas também podem oferecer. Sobre dar prazer, com certeza dá! Não tanto quanto beijar um guri, é verdade, mas dá sim. Eventualmente uso isso para confirmar minha suposta heterossexualidade, mas eu jamais beijaria uma guria que não me fosse atraente. E a dúvida sobre comer ou não a guria da história foi só momentânea, e foi pensando justamente na possibilidade de ela contar pros nossos colegas e assim confirmar que eu sou macho mesmo! ^^

19 01 2010
luci

leonardo… sobre mulheres, penso a mesma coisa que voce 😛
e agora entendi os seus atos e duvidas. faz total sentido 😉
beijos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: