Ser ou não ser descoberto?

26 11 2009

Testosterona

Segunda-feira. Tinha acabado de chegar na sala de aula e minha amiga queria saber sobre o guri com quem eu havia saído no final de semana:

–  Me conte! Me conte! Me conte!

– Agora não, todo mundo aqui, alguém pode ouvir. (viado enrustido é foda…)

– Mas daqui a pouco o professor já vai chegar… E no intervalo vai ter ainda mais gente… Eu pergunto e você responde! Pode ser? (fazendo cara de “por favor! Por favor! Por favor!”)

– Cuidado com o que você vai perguntar!

– Bonita?

– Muito!

– Alta ou baixa?

– 1,70m, mais ou menos.

– Gorda ou magra?

– Normal. Faz musculação, tá em forma.

– Cor dos olhos?

– Azuis.

– Aiiinn… Deve ser bem bonita mesmo! Cabelo curto ou comprido? (tava se empolgando)

– Curto.

– Com barba ou sem barba? (se empolgou)





Ser ou não ser romântico?

16 11 2009

homem_floresÉ tudo pelo sexo! Não importa o que você pense ou fale, nenhum argumento será capaz de mudar a realidade: no final das contas, só o que importa é o sexo. Então, já que é assim, pra quê perder tempo com a troca de olhares, a cantada, a conversa, a sedução e toda aquela formalidade que normalmente cumprimos antes do “acasalamento”? A resposta deve ser bastante simples: faz parte da nossa natureza, todos os animais têm seus rituais de cópula. Sendo assim, por que seria diferente com os humanos? Outra resposta simples: porque somos evoluídos, racionais e vivemos em um mundo onde ninguém tem tempo a perder.

Entretanto, por mais racional que o “ir direto ao que interessa” possa parecer, as coisas nem sempre acontecem assim e, quando acontecem, costumam deixar aquela sensação de que faltou alguma coisa. Acho que isso deve ser cultural. É nisso que dá passar a infância e a pré-adolescência vendo filmes onde só o amor conquista tudo. E, (in)felizmente, uma vez contaminado com essa idéia, você terá que aprender a conviver com ela.

Por evitar contatos sexuais imediatos, eu acabo sempre me envolvendo com românticos (e românticas) incorrigíveis. Mas, por mais encantador, bonito e digno de cenas de filme que nossos encontros possam ser, depois de algumas semanas o negócio começa a incomodar. Mel demais, sentimentalismo demais, felicidade demais… Planos de um futuro maravilhoso que aponta no horizonte justamente na hora em que o pôr-do-sol se mostra, como você nunca viu, em lindas nuances de lilás e violeta.  Pra piorar você descobre que é a causa da felicidade da outra pessoa. Como se você fosse uma espécie de herói medieval com capa e espada (!) montado em um cavalo com armadura, pronto para salvar a outra pessoa de tudo o que há de ruim no mundo. Pior que isso? Só mesmo quando você recebe flores… Aí o negócio já era! Ok mulheres, eu sei que vocês adoram receber flores, principalmente quando vocês estão junto com as amigas e aquele buquê de rosas vermelhas cintilantes chega de surpresa, mas poucas coisas nesse mundo me são mais broxantes desanimadoras do que receber flores… É gay demais! Homem não pode dar flor pra homem! Tem que dar ingressos pro GP de Interlagos! Pra não dizer que só homens aprontaram essa comigo… Teve uma guria também. Ela foi mais esperta, mandou chocolate junto. Eu, que ainda nem tinha ficado com ela, dei um jeito de programar algo a dois no final de semana que se seguiu. [Sim gurias, atitude funciona, mas não com todos (alguns semi-neandertais não gostam de mulher tomando atitude)]. O problema é que eu já era o herói dela mesmo antes de descer do cavalo.

Depois das flores (ou do pôr-do-sol bonito), quando faz bastante tempo que você está saindo com a pessoa, mas faz pouco tempo que tem relações sexuais com ela, como fazer pra dizer que você não está gostando da relação sem parecer que você fez tudo somente pelo sexo? Dependendo do seu poder de persuasão você até pode conseguir, mas, apesar de todas as suas boas intenções, no final, não importa o que você fale ou pense, mesmo que apenas inconscientemente, tudo foi pelo sexo!





Coluna ‘Enfim, sós’ – O apagão divino

13 11 2009

apagãoPois é, amiguinhos voyeres, eu estava sumida… Mas a culpa, como sempre, é da ‘mardita’ rotina corrida que nem me deu trégua para agradecer propriamente o melhor presente de aniversário que eu ganhei em muito tempo…
 
Pra vocês terem uma ideia, foi necessário faltar luz em 70% do Brasil para eu conseguir ter uma noite de sono tranqüila… Ou quase isso. Já me ‘exprico’! Antes, momento ‘mela-cueca‘:

Um muuuuito obrigada para meu companheiro de destilaria de venenos por todo o carinho que ele tem me dado desde sempre. Tenho muita sorte por ter o Leo na minha vida, gente. Ele é a única pessoa capaz de me acordar antes do meio dia de domingo e me deixar de bom humor! Meu marido Ogro tem tentado há anos e nunca conseguiu essa proeza… Enfim, eu amo muito esse menino!

Agora que já falei o que estava entalado desde o dia 31, deixa contar do apagão que papai do céu mandou pra mim… Sim, gente! Tenho certeza que aquele ‘probleminha’ em Itaipu foi um presente divino.

Eu trabalho numa agência de comunicação e, ‘voltimeia’ aparecem jobs pra ontem que me obrigam a passar noites em claro para entregar no prazo. Não estou reclamando… Até porque meu chefe pode ler isso… Mas, apesar de amar o que eu faço da vida (viu chefinho?), às vezes nem com K.Y. eu agüento a trolha!

Enfim, estava eu em casa com a perspectiva de uma noite em claro pela frente, quando papai do céu, compadecido com minha situação, resolveu me dar uma folga. O problema é que ele pesou a mão, né?! Podia, pelo menos, ter dado uma aliviada no tempo antes de desligar a tomada do país… Êta calor dos infernos!

Brincadeiras à parte, é impressionante como a cidade ficou vulnerável. Sei que o apagão aconteceu quase que no país inteiro e também no Paraguai, mas o Rio de Janeiro ficou especialmente caótico. Foi meio triste ouvir no rádio os locutores pedindo pras pessoas permanecerem em casa porque a rua estava muito perigosa, com arrastões e roubos por toda parte. Sem falar na declaração de nosso digníssimo (not!) prefeito sobre ter acionado o BOPE para botar ordem na bagunça.

No meio da confusão toda, pelo menos muita gente manteve o bom humor na internet.  Mas a melhor, sem dúvidas, foi a declaração de um repórter do ABC paulista que contava a situação das ruas da região: “aqui está tão escuro que a Geise podia andar sossegada, ninguém da Uniban ia conseguir ver o tamanho do vestido dela”.

Seria cômico, não fosse trágico.