Ser ou não ser manipulado?

29 09 2009

no-limite2– Você ganhou 500 mil reais!!!

– É…

– Você é a grande vencedora!!!

– É…

– Aproveite, a festa é pra você!!!

– É…

 

Tirando alguns seriados, o único programa de TV que eu assistia era “No Limite”. Nunca fui muito fã das loiras e morenas peitudas gostosas acéfalas futuras capas da Playboy que colocam em Big Brother e similares, mas se tem um reality show que me seduz é o “No Limite”. Desde a primeira edição e das suas seqüências que não foram tão bem-sucedidas, sempre reservei uma fração do meu precioso tempo pra sentar na frente da TV e ver aquele povo sofrer em um lugar que todos chamam de paraíso. E esta última edição foi excelente! Zeca Camargo ganhou peso e deixou de ser aquele repórter lindo e cheio de outros adjetivos com conotação sexual que eu vou suprimir aqui, mas continua sendo o apresentador perfeito para o programa. Entretanto, o que realmente me divertia eram os “personagens” desta edição. O meu favorito eu elegi logo na segunda semana: Osmar. Além de ser do sul ele tinha um ar de cara sério e responsável que eu gostava. Mas o cara gostava de chorar, hein? Nem parecia homem! Mesmo assim foi pra ele a minha torcida até a reta final. Tinha também o Rafão, o cara pra quem força física era tudo. Sempre tentando tirar os menos dotados de massa muscular, conseguiu manipular bem o jogo até certo ponto, mas quem acompanhou o programa sabe que o maior lambão da equipe era ele… E o Marcelo? O gaúcho xucro pra quem a vida tem que ser dura e sem luxos. Ele me lembrava bastante os meus familiares do interior do Rio Grande do Sul que nunca perdem a chance de tirar com a minha cara por eu ter as mãos “macias e sem calos”. Conseguem fazer eu me sentir gay mesmo de boca fechada… E a Sandi? Outra gaúcha que roubou a cena! Adorei ela! Uma articuladora inteligente, fria e sem escrúpulos. Se ela for assim na sua profissão com certeza é a advogada que eu gostaria de ter!

Esses foram alguns dos que mais me chamaram a atenção, a maioria sempre é meio sem cor, mas, entre os participantes sem graça, uma que me surpreendeu foi a “grande vencedora”. Será que aquilo foi excesso de botóx? Alguém já viu algum tipo de expressão facial naquela mulher? E aquela letargia toda nas palavras e nos movimentos como se tivesse tomado “um quartinho de Lexotan”? E o “jogo de coitadismo”? (excelente colocação da Índia) Esse povo que parece inofensivo é sempre capaz de surpreender… E eu? Eu sou só mais um espectador sádico que é manipulado enquanto se diverte com o sofrimento dos outros…

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One response

23 10 2009
Jennifer-Tool

bom comeco

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