Coluna ’Enfim, sós’ – Ogro mecânico

24 09 2009

Metido a mecânicoÉ gente, to de volta depois de um tempinho de molho por causa de uma gripe safada que não queria largar do meu pé (não, não era a suína). Só demorei para dar notícias porque esse tempo que fiquei dodói afetou um pouco meu ritmo, ta sendo difícil sair da inércia e voltar para correria do dia a dia. As 24 horas que já não davam para porra nenhuma, agora dão para menos ainda.

Mas é assim mesmo, quando aquele padre irlandês despirocado interrompeu o maratonista brasileiro na olimpíada, demorou para a um kct até ele recobrar o ritmo das passadas. Eventualmente, eu também volto ao normal, só vou tentar cuidar mais da minha saúde dessa vez e não deixar cair o tempo do meu sono de beleza. Viu Leozinho? Aprendi minha lição!

Anyway, vou aproveitar a falta de histórias atuais (até porque meu Ogrinho está com moral em alta por ter cuidado de mim na convalescência), para relembrar pérolas antigas. Outro dia, quando estava revendo minha lista de pendências (entre elas, consertar o ventilador de teto), lembrei de uma história engraçada relacionada a uma característica comum não só aos ogros, mas também à maioria dos homens: excesso de confiança nos consertos domésticos. Eu queria saber quem foi o imbecil que os elegeu mecânicos, eletricistas e bombeiros hidráulicos natos?

Não me levem a mal, claro que existem seres do sexo masculino bastante capazes nesses servicinhos do lar, meu irmão é um bom exemplo disso. Mas não é porque alguns conseguem bons desempenhos que isso se torna uma característica intrínseca ao cromossomo Y. O problema é que a grande maioria dos homens cisma que é uma ofensa à sua masculinidade se você insiste em gastar dinheiro para instalar uma porta sanfonada ou prender uma cortina…

Foi isso o que aconteceu na minha história, meu ogrinho chamou seu pai e sua furadeira elétrica para uma tarde de ‘silviços’ e consertos no nosso apartamento. Cabia a mim, a fêmea, agilizar o rango e não atrapalhar, é claro.

Resolveram começar os trabalhos pela cortina e logo vieram as discussões. Algumas horas, rosnados e palavrões depois, me chamam para ver o estrago resultado. Não vou nem entrar no mérito da cagada que fizeram em todo o quarto (e que ia sobrar pra quem limpar?), mas além dos quatro furos necessários para prender a bendita cortina, eu contei mais 3 (todos tapados com pasta de dente). Além disso, eles erraram feio em alinhar a cortina com a janela (a parede estava mais coberta que todo o resto) e, provavelmente, não tinham a menor ‘loção‘ do que se trata uma linha reta. A minha sorte é que a coisa toda desabou duas semanas depois e tivemos de chamar um técnico para fazer direito (papai do céu é bom comigo).

Depois do almoço foi a vez da porta sanfonada. Resolvi ficar mais próxima dessa vez, olhando de rabo de olho. Como o serviço demorou muuuito mais que o anterior, acabei me distraindo, mas a imagem do meu sogro com uma serra nas mãos chamou minha atenção novamente. Assim que bati o olho entendi o problema: eles não estavam conseguindo encaixar a porta porque estava tudo de cabeça para baixo. A solução deles? Resolveram serrar a porta, lógico! Eles não podiam estar errados, o produto é que tinha defeito… Foi preciso a intervenção da loira burra aqui para a porta sobreviver aos marmanjos barbados.

É… Até hoje eu suo frio toda vez que meu ogrinho encosta na caixa de ferramentas. Quando meu sogro chega lá em casa com a furadeira, então… Só Jesus.

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4 responses

28 09 2009
Leonardo

Realmente é uma ofensa à masculinidade não ter habilidade pra fazer esses servicinhos… Nós acreditamos que toda mulher espera que o homem saiba fazer isso e nós não queremos decepcioná-las… Agimos assim pensando em vocês… O problema é que realmente tem muito produto que vem com defeito e depois vocês ficam pensando mal da gente… ^^

30 09 2009
tatyseixas

Miguinho, eu sempre achei que é pra isso que servem as profissões de eletricistas, mecânicos e bombeiros hidraulicos, além das lojas de assistência técnicas para consertos de eletrodomésticos… cada profissional com sua especialidade, sempre fico fula da vida quando o cliente dá a entender que ‘com esse negócio de internet qualquer um sabe trabalhar’.

Enfim, nunca esperei mais de meu maridinho Ogro do que eu mesma conseguiria fazer e olha que trocar uma lâmpada é o topo da minha capacidade técnica… no máximo, espero que ele tenha menos medo de barata do que eu… Mas, enfim, essa sou euzinha! Tem muita mulher mais machista que muito homem por ai, vai saber! =P Bjs e xaudades!

30 09 2009
Alice

Eles pensam que podem fazer tudo né? Mas que coisa!
Podemos, e muitas vezes, somos melhores que eles nesses serviços! Que diga você, e a sua porta de cabeça para baixo! Hahahaha
Beijos

http://www.muitomelhorqueatuaex.wordpress.com

31 10 2009
Ser ou não ser especial? « Blog Destilando Veneno…

[…] ela arrumou um marido honesto e trabalhador que, apesar de não lavar copos, se prontifica a fazer alguns serviços domésticos). Ela também é meio neurótica (a noite de domingo em que ela cismou que tava grávida…).E […]

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