Coluna ‘Enfim, sós’ – Uma vez Flamengo, sempre flamengo?

28 08 2009

Flamenguista doenteNo meu último post, falei o quanto me incomodava conviver com algumas raças de seres vivos, entre eles, os ‘fanáticos’ de todas as variações. Acabei me alongando ao descrever a espécie ‘fanaticus religiosus sp’ e acabei por negligenciar a variação que mais afeta a minha vida: o ‘fanaticus poresportis sp’, mais especificamente a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’.

Na verdade, eu tenho uma teoria que o cromossomo Y carrega consigo alguns genes tipicamente masculinos, como o da palhaçada, do machismo, da preguiça, da bagunça e, é claro, o do fanatismo por esporte. É evidente que esses genes podem ser recessivos ou dominantes, depende muito de como são estimulados no decorrer da vida.

Acontece que a sub-raça ‘ogrus flamenguistas’ traz consigo a forma mais dominante do gene do fanatismo por esporte. E adivinhem, amiguinhos voyeres?! Meu marido Ogro sofre desse grave problema genético.

Vocês não têm idéia o quanto eu sofro com isso! Morro de medo de passar esses genes adiante, imagina se meu filho Ogrinho nascer com esse problema?! Tem noção que minha casa vai se tornar um pântano vermelho e preto? Cruzes Credo, Deus me livre, Isola!!!

Mas voltando ao meu atual martírio, as crises de fanatismo são tão grandes que eu to até com medo de tomar ódio do meu ‘póprio’ time, o flamengo. Pra vocês terem uma ideia da gravidade dessa doença, vou contar sobre a primeira crise acontecida em público: a final da taça Guanabara – flamengo x botafogo.

Estávamos passeando na Lagoa Rodrigo de Freitas com alguns amigos, minha filhinha canina, minha mãe e minha sogrinha, quando notei a inquietação do meu Ogrinho. Ele olhava o relógio muito aflito e não sossegou até pararmos em um quiosque para esperar o jogo começar. Todos estávamos rindo e curtindo a tarde, quando meus amigos notaram que o botafogo tinha feito dois gols em cima do flamengo. Daí, danou-se! Sacanearam o Ogro o que podiam e o que não podiam. O mais surpreendente pra mim foi vê-lo quietinho, sem nada responder.

Pois bem, um tempinho depois, todo mundo estava mais bêbado e tinha esquecido totalmente do jogo, quando o flamengo conseguiu, magicamente, dar uma coça no botafogo. A cena que descreverei a seguir é forte e chocou todos os presentes não só na mesa, ou no quiosque, mas chegou também a parar alguns corredores, dois velhinhos que tomavam picolé, fez a nossa filhinha canina uivar e duas criancinhas chorarem. Eis a seqüência de atos do Ogro:

– Urrou: É gol, porra!
– Chutou a cadeira que estava na sua frente
– Socou peito três vezes
– Mostrou os dentes

– Derrubou as latinhas vazias da mesa
– Socou o peito de novo

– Grunhiu
– E ameaçou nossos amigos:
Fala agora, porra! Fala agora!

O que eu fiz? Perdoei lógico, afinal de contas, é patológico, tadinho!





Ser ou não ser otário?

25 08 2009

gripeDuas semanas sem aula são sempre bem-vindas, especialmente no inverno. Mas quando todos os locais que você costuma frequentar nos dias de folga estão fechados as coisas não parecem ser tão interessantes assim. A única alternativa é a vídeo locadora. Infelizmente, em tempos de Gripe A, a disponibilidade de filmes é bem reduzida…

E é sobre essa gripe que eu fico divagando nas horas de folga.

Primeiro, sobre o nome: Convencionou-se que não deveria ser chamada de “Gripe Suína” porque isso faria com que as pessoas parassem de consumir carne de porco e a economia nacional seria afetada. Achava isso desnecessário, depois de tanto se bater na tecla de que o porco é inocente eu acreditava que não faria muita diferença. Eis que ontem sou surpreendido com um jovem que indignado pergunta por que não matam todos os porcos pra acabar de vez com a gripe. O grande problema aqui é que ele estava falando sério. Não precisei mais do que isso pra entender que a problemática do nome é real. E os porquinhos, coitados, vão continuar levando a culpa pela incompetência humana…

A segunda linha de divagação é sobre essa teoria da conspiração. Teria sido essa gripe propositadamente disseminada no México por um laboratório estadudinense que precisava vender o grande estoque de Tamiflu que não tinha mais compradores? Assistindo ao Jornal da Globo, vi como os norte-americanos estão se preparando para a gripe no inverno deles. E o cientista animadamente explicou que eles aprenderam muito com o comportamento do vírus nos países do sul e estão preparados pra enfrenta-lo. Pra mim fez um certo sentido essa teoria. E mais do que isso, me senti um rato de laboratório. Um daqueles branquinhos bonitinhos que ainda está na lista de espera pra ser infectado pelo vírus. Se aprenderem o suficiente com os outros eles liberam a vacina e eu escapo do teste, do contrário, serei infectado e estudarão os efeitos do vírus no organismo de um rato do sul que costuma ser relativamente resistente à gripe.

Mas o que mais me irrita é que os meios de comunicação insistem em dizer que a Gripe A mata menos que as outras gripes e que não há motivo para pânico. Ok, entendi. Mas se é assim, por que fecharam escolas, bares, restaurantes? Por que a guria que trabalha no posto de saúde me disse que tá morrendo muita gente com suspeitas dessa gripe e que as autoridades não estão divulgando?

Sinto que estou sendo enganado! Eu só não sei por quem…





Coluna ‘Enfim, sós’ – Va fa Napoli!

21 08 2009

Fuck you and have a nice day!Essa semana, estava eu linda, loira e fagueira no salão aparando minhas garras fazendo minhas unhas e lendo uma revista, quando me deparo com uma reportagem sobre uma pessoa tão funesta, que consegue reunir todas as características que mais desprezo em certos tipinhos da espécie humana. O pior é que essa história causou tanta revolta ‘ni mim’ que decidi fugir um pouquinho do tema da minha coluna para falar sobre os tais tipinhos que me causam tanto sofrimento quanto ouvir a voz ‘sotaquenta‘ da Naiá do ‘Bîguîbródere’. Vejam a lista abaixo e me digam se tô errada:

Intelectualoides: em geral, são aquelas criaturas que se vestem com roupas de hippies, usam cabelo de hippies, óculos de hippies, mas moram na zona sul do Rio de Janeiro, têm apêzinho ‘póprio’ e dinheirinho do papai no bolso. Eles também costumam adotar trejeitos do o sexo oposto. Se forem machos, cruzam as pernas ao sentar e, se forem fêmeas, sentam de pernas abertas. O que mais ‘mirrita’ nesse povo não é esse jeito de ser paradoxal até porque, ‘e o kiko’?! O que acaba comigo ‘mermo’ é a mania presunçosa que eles têm ao fingirem que não estão ouvindo quando a gente fala com eles e de acharem que são os ‘sabetudo’ de política, economia, ciência e cultura. Experimenta discordar deles! Você logo vira um burguês bitolado, adorador de ‘enlatados americanos’. Dá vontade de falar ‘Caguei pro Sarney, Lula e Collor, isso é tudo reprise. Quero mais é que a nova temporada de House estréie logo!

Fanáticos: gente, to tomando pavor desse povo, pouco importa as variações. Sejam eles fanáticos por esportes, celebridades, videogames, ficção científica ou religião, o fato é que são todos chatos pra ‘cagalho’! A última espécie, particularmente, me desagrada em maior intensidade. Quando eu me deparo com um ‘irmão’ que resolve colocar a rádio evangélica pra tocar no celular ou mp3, sem fone de ouvido, num metrô lotado de gente, eu tenho vontade de arrancar meu braço só pra ter alguma coisa pra jogar nele. E quando eles resolvem te convencer que você tá vivendo em pecado…. ‘Mermão’, só Jesus!

Homofóbicos e machistas: Meu problema com esse povo é fácil de entender, né não? O pior é que a culpa é nossa… Isso mesmo, meus amiguinhos voyeres, nós somos tolerantes demais e eles são nada mais do que fruto da nossa sociedade escrota, machista e preconceituosa. Ok, ok… To falando sério demais e aqui não é lugar pra isso, mas me mata saber que tem gente nesse mundo que acha que gay é promíscuo e merece levar porrada e mulher boa é aquela submissa, fútil, gostosa, acéfala e que aceita ser corneada sem troco. Aliás, se eu descubro que meu Ogrinho andou urrando fora do meu território, esse caso aqui vai ser pinto perto do que eu sou capaz de aprontar (reparem bem na cara da cúmplice, amiga da mulher traída… Essa é das minhas!).

Pros curiosos que ainda estão se perguntando que ‘cagalhos‘ de reportagem foi essa que causou esse ataque de perereca todo e quem é esse ‘serumano‘ que não devida estar respirando, vou deixar que vocês leiam a reportagem e tirem suas ‘póprias concrusões‘.

Já ‘Ishpiou‘ o link? Num ‘guentô‘ de curiosidade, ne não?! Pois bem, dá ou num dá vontade de ligar pra vaca só pra dizer:





Ser ou não ser um mentiroso?

18 08 2009

WDCC-PINOCCHIO-IHá alguns dias uma amiga me disse que mesmo quando eu falo a verdade eu não falo a verdade toda, muita coisa fica escondida. Na hora achei que ela estava me chamando de falso, mas depois resolvi refletir sobre o assunto. Principalmente porque na mesma semana meu melhor amigo me perguntou se eu já tinha mentido pra ele.

Não gosto de mentiras, já tive um amigo que mentia compulsivamente e aquilo me incomodava bastante (tanto que o excluí dos meus contatos), mas eventualmente elas são necessárias. Contudo, eu jamais mentiria para um amigo e acho que foi por isso que desenvolvi essa técnica de falar verdades incompletas. Acho que todos têm algo a esconder, segredos inocentes ou não que nos deixariam constrangidos se outras pessoas soubessem. E esse constrangimento pode ser intensificado quando gostamos dessas pessoas. Cabe a cada um decidir os meios a serem utilizados para que esses segredos não sejam descobertos. Mentiras são alternativas fáceis e rápidas. O problema com elas é que você nunca estará no controle e, cedo ou tarde, você será descoberto. E quando for descoberto seu constrangimento será dobrado: segredo descoberto e mentira revelada. E você provavelmente não terá um buraco na sua frente pra poder se esconder. Com um pouco de sorte você estará no 16º andar de um edifício… Mas não sei se seria legal se jogar de lá…

Meu melhor amigo não sabe que sou gay. Não sei se seria meu amigo se soubesse e não quero descobrir. No dia que me perguntou se eu já tinha mentido pra ele, ele propôs um acordo de que jamais mentiríamos um pro outro. Achei justo. Nunca menti pra ele e também não pretendo mentir.  Mas certamente farei tudo o que eu puder para que ele nunca me faça a pergunta: “Você é gay?”.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Ligando o foda-se

14 08 2009

Angelina 'beiços' Jolie

Nessa semana eu tive uma epifania. Na verdade, verdadeira, o que eu tive mesmo foi um momento ‘Quer saber? Foda-se’. Deixa eu si expricá…

Eu comecei esse ano cheia de planos de ter o emprego perfeito, o currículo perfeito, o corpo perfeito, o casamento perfeito, com o marido perfeito, no apartamento perfeito, ou seja, o que eu queria mesmo era ser a mulher perfeita, tipo uma Angelina Jolie antes dela começar a parir e adotar loucamente.

Acontece que mesmo a beiçuda não é tão fodona assim. Ela tem defeitos como todas nós mulheres e aposto até que de muuuuuuito, mas muuuuuuito perto mesmo, dá pra achar algum defeitinho, mesmo que insignificante, no marido dela.

De qualquer maneira, o que eu to querendo ‘expricá’ é que parei de me levar tão a sério. Lógico e evidente que tenho objetivos e vou continuar me esforçando pra alcançá-los, mas se eu comer um chocolate de vez em quando, ou não levantar às 6 da manhã pra malhar, ‘o mundo não virá à cabaço’ por causa disso.

O bom dessa nova forma de pensar é que eu posso assumir minhas futilidades e nerdices sem culpa nenhuma! Ao invés de carregar na bolsa pra cima e pra baixo a última edição da Veja pra ficar por dentro ‘das notiça’, comprei uma revista sobre a minha nerdice favorita: a série do Crepúsculo. Ao invés de, no tempo livre, somente acessar os blogueiros mais relevantes, ler últimos estudos e seguir os mais influentes da minha área no Twitter, to intercalando com Papel Pop, TDUD? e HTP.

Resultado da mudança? To semi-zen. Pra vocês terem uma idéia, já é quase sexta-feira e eu ainda não fiz ninguém chorar (Úh-rul)! Posso até jurar que ninguém me chamou de ‘mal-comida’ essa semana… Tadinho do meu Ogrinho, comparecia no ‘silviço’ direitinho e levava toda a culpa!





Ser ou não ser ignorante?

10 08 2009

cachorro-quente-2619Não penso, logo, não existo. Se não existo, não sofro, se não sofro, alcancei o Nirvana. Como é bom ser alienado, ignorante e não saber das coisas. Acho que a verdadeira felicidade é a ignorância.

Sempre achei que as pessoas deveriam se instruir e alcançar o máximo de conhecimento que pudessem, mas agora estou reconsiderando minhas idéias. Seria tão bom comer um cachorro-quente sem saber como (e de quê) as salsichas são feitas… Eu realmente gosto de cachorro-quente! Mas não consigo não pensar nas vaquinhas que, depois de sofrerem em uma terrível fila de espera, morreram com uma marretada na cabeça (e tem gente que reclama de fila de banco). Isso até que é contornável: faço minha oração pela alma da vaca e mando ver. Durante a mastigação, contudo, acabo lembrando dos ingredientes que compõem a salsicha e penso que todos aqueles tipos de “restos” de carne não são muito agradáveis a nenhum estômago. Enquanto penso nisso meu outro eu ironiza: “parece uma menininha com nojo de comidinhas um pouco mais fortes”. Certamente meu outro eu que sabe como me manipular (e também adora cachorro-quente) faz eu engolir tudo (porque eu tenho estômago forte).

Delicioso! Agora um refrigerante pra acompanhar! Eu disse refrigerante? Não, não pode. Tem que ser um suco natural! Isso! Um suco natural bem docinho. “Açúcar ou adoçante?” pergunta aquele garçom lindo e prestativo que eu adoro. Açúcar, claro, porque adoçante é edulcorante e essas substâncias podem causar câncer. Aprendi isso com aquele professor de Biologia que era meio neurótico e também falava sempre dos nitratos e nitritos e sobre como eles têm efeito cumulativo no nosso organismo e causam câncer. Ah é… Os mesmos nitratos que são usados como conservantes das salsichas… Então, não importa o quanto eu reze pelas vacas ou o quanto meu estômago seja forte, no final de um cachorro-quente é sempre no meu professor que eu estou pensando. E ele nem era atraente…

Minhas sugestões para que vocês vivam sempre no Nirvana dos hot-dogs: Nunca assistam a um documentário chamado “A Carne é Fraca”, jamais pensem em ler as embalagens de salsichas (especialmente a parte que diz “ingredientes”) e não pesquisem sobe nitratos, nitritos e outras substâncias nitrogenadas.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Abraçando o capeta!

5 08 2009

Tá no inferno? Abrace o capeta!

Hoje ainda é terça-feira e eu tô tão cansada que tô pedindo arrego, pinico ou o que quer mais que seja necessário. Parece que por mais que eu me esforce, não dá tempo de fazer tudo, acho que nem adiantaria acrescentar mais horas no relógio, eu é que não funciono mais como antes.

Eu sei que tem muita gente que vai vir de ‘mimimi’ depois da minha próxima declaração, mas o fato é que eu to ficando velha. Pronto, falei!

Antes de me apedrejem os coitados que tem mais de 25 anos, deixem ‘eu si explicar’:

Não disse que ‘estou velha’, mas sim que ‘estou ficando velha’. Caguei pro que os cientistas falam sobre longevidade e toda aquela bobagem que todo mundo já sabe sobre os 50 serem os novos 40, o fato que dos ‘inta’ em diante é ladeira abaixo pra qualquer ser humano. E se alguém quiser chegar ao meio século de vida com tudo apontando pra lua, pode já economizando um ‘dim-dim‘ porque vai ter que gastar uma nota pra garantir as futuras injeções de botox, próteses de silicone e afins.

Pra não passar por ‘guinorante’, vou dizer que até tem jeito de envelhecer graciosamente e sem procedimentos cirúrgicos xiitas. Na verdade, existe uma lista de coisas que podem ser feitas para conseguir essa proeza, mas já adianto que não conheço nenhuma criatura normal (reparem no normal) que atenda a todos os requisitos dessa listinha safada. Acompanhe comigo, amigo voyer:

>> Comer pouco: pouco mesmo, tipo ‘vegetarianoquenãoseagüentaempé’ e ‘numpodenemumchocolatezinho’ pouco.
>> Dormir, pelo menos, 8 horas por dia: também ri alto quando eu li essa.
>> Se exercitar periodicamente: turista de academia não vale! Nem ‘peladeiro’ de fim de semana. E se você é daqueles que resolvem jogar um vôlei no final de semana e no dia seguinte nem conseguem levantar o braço, nem lê o resto!
>> Não fumar e não usar drogas: ok, ok, esse é bom senso…
>> Beber pouco: não é socialmente, nem esporadicamente, é semi-nunca.
>> Não se estressar: essa eu nem vou comentar…
>> Ser feliz: duvido conseguir seguindo essa lista, duvide-o-dó!

Agora conta aqui pra titia… Você atende a todos os requisitos?! Pois é, amigos voyeres… Só faltavam incluir ‘Não trepar’ pra essa lista virar a definição de inferno no meu vocabulário.