“Existem pessoas para cães e pessoas para gatos”. Vi isso em um episódio de Arquivo X há alguns anos e achei tão interessante que, até hoje, sempre que conheço uma pessoa, uma das primeiras coisas que tento descobrir é se ela prefere gatos ou cachorros. Claro que eu não faço ou deixo de fazer amizade com alguém só por gostar ou não do seu animal de estimação, mas a verdade é que existe uma clara diferença de personalidade entre as pessoas que preferem cães e as que preferem gatos. Vou dividir com vocês as minhas observações de alguns anos que talvez não correspondam à verdade, pois não tenho nenhum embasamento científico para confirmá-las. Mesmo assim fazem muito sentido pra mim.
Pessoas para cães são mais sentimentais, têm mais necessidade de receber e dar afeto, normalmente pensam nos outros antes de pensarem em si, gostam de se sentirem especiais pelo que fazem, se sentem felizes por poder ajudar ou cuidar de outra pessoa e, principalmente, são confiáveis. Qualquer semelhança com a personalidade dos nossos amigos caninos não deve ser mera coincidência…
Pessoas para gatos gostam de independência, são mais frias e se preocupam muuuuito com sua imagem (são do tipo que, enquanto conversam na rua com alguém, ficam olhando seu reflexo no vidro da loja mais próxima pra ter certeza de que o cabelo está bem arrumado). Não vou chamá-las de interesseiras, mas se você não for interessante ou não tiver o que elas precisam, elas provavelmente não te ligarão com muita freqüência. E se você cometer um erro, não espere que uma pessoa para gatos vá te consolar. Elas não são muito tolerantes com imperfeições.
Eu me julgava uma pessoa para cactos (não precisam de nenhum tipo de cuidado, só uma gota de água uma vez por mês), mas seres do Reino Vegetal não entram na teoria. E, além do mais, por mais que eu ache os gatos engraçados, é dos caninos que eu gosto. Definitivamente, sou para cães. Assim como a maioria dos meus amigos. Preconceito? Não! Pouco provável que seja coincidência, também. Sempre foi assim, desde antes de eu conhecer essa teoria. Acho que é só porque eu sei que eles não vão se importar muito se eu virar o pote da ração.
No meu último post, falei o quanto me incomodava conviver com algumas 
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