Coluna ‘Enfim, sós’ – Visita da minha filha canina

29 06 2009

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Além de estar contando os dias para a volta da minha faxineira, também estou contando os dias para visita da minha filhinha canina. Ela vai passar 15 dias lá em casa enquanto minha mãe faz a viagem dos meus sonhos: Paris!

Quando me casei e mudei, deixei na casa da minha mãe meu tesouro de quatro patas. Meus planos eram levá-la comigo, mas a veterinária proibiu. Realmente seria uma sacanagem tirá-la de uma casa com quintal pra colocá-la morando em um apartamento pequeno, sem falar na paixão arrebatadora que ela sente pela minha mãe (separá-las ia ser ‘uó’).

Nunca esqueço de como eu ganhei a Nina Maria (sim, o nome da minha filha é composto, ela é muito chique, ta?!). Meu vizinho / amigo de infância tinha uma daquelas cadelas vira-latas bem piranhas, sabe? Por mais que ele a prendesse, não tinha jeito, ela pulava o muro e estava sempre prenha. A minha bonequinha veio, literalmente, de uma dessas puladas de muro. Muito puto da vida, ele acabou me convencendo a pegar um filhote da ninhada de 9 cachorrinhos que tinha nascido.

Depois de três meses necessários para desmamar, lá fui eu buscar meu filhote prometido. Tinha escolhido um macho branquinho, todo bonitinho, mas quando cheguei na casa do meu amigo, mudei de idéia ao ver a vira-latinha tricolor bagunceira que tava perturbando os outros filhotes. Não tive dúvidas, resolvi levá-la no lugar do branquinho.

Impressionante como a gente se apaixona loucamente por eles. Nem meu Ogro resistiu aos encantos de Nina Maria. Na primeira ida ao veterinário, ele foi comigo (a levamos dentro de uma caixinha de sapatos). A recepcionista começou a preencher o formulário, perguntando: ‘Qual é o nome da mãe?‘ Eu falei: Tati. Depois, ela perguntou:  ‘E o nome do pai?‘ Ele respondeu prontamente: Ogro.

Hoje em dia, Nina Maria tem 3 anos e é a vira-lata mais perua que existe. Já aprontou tanto quanto o Marley quando era mais novinha, mas hoje, além de algumas rebeldias, se comporta como uma lady. Mas também sempre foi tratada com todos os dengos: come das melhores e mais caras rações, faz unha e cabelo no pet-shop de 15 em 15 dias, tem visita periódica da veterinária e tem tanto brinquedo quanto muita criança por ai.

Às vezes acho que nossos cuidados com ela beiram a frescura, por exemplo, meu pai quer mandar colocar redes de proteção na nossa área de serviços, pra ela não se jogar lá de cima nos 15 dias que ficará conosco. Detalhe: Nina Maria tem o porte de um poodle pequeno e o muro da minha área bate na altura do meu peito (tenho um 1,70m).

O pior é que não tenho moral pra reclamar, porque eu mesma exagero (a maioria dos brinquedos dela fui eu que dei =D )… Mas que eu posso fazer? Sou louca pela minha filhinha canina.





Ser ou não ser a diferença?

24 06 2009

mudancaSemana passada eu estava realmente irritado com o mundo (com a sociedade brasileira, pra ser mais exato) e então resolvi refletir sobre a situação e sobre minhas atitudes para melhorá-la. Afinal, não existe nada de errado em não estar satisfeito com uma situação, só não podemos deixar de nos perguntar o que estamos fazendo para mudá-la. 

 Meu balanço:

 - Não gosto de gente burra: Tô me instruindo! E incentivo os que estão perto a fazerem o mesmo!

- Não gosto de assassinatos na parada gay: Não participo e incentivo a não participarem.

- Não gosto de políticos corruptos: Não voto neles. (Em quem eu voto? Use sua imaginação…)

- Não gosto do Super Pop: Assisto a TV Escola (aproveito e me instruo).

- Não gosto de teorias sobre o fim do mundo: Sou agnóstico.

- Não gosto da cultura machista: Incentivo a Tati a não passar as camisas sociais do marido.

- Não gosto de gente que joga lixo no chão: Não jogo lixo no chão. E incentivo quem está perto a fazer o mesmo.

- Não gosto do preconceito contra gays: Finjo que sou heterossexual.

 Como dá trabalho mudar o mundo!

E você, o quê está fazendo para me ajudar?

- Não gosto de pessoas que não me ajudam a mudar o mundo!





Coluna ‘Enfim, sós’ – Como educar um Ogro

22 06 2009

ogro

Ofereço o post de hoje para minhas amigas voyeres que tanto se revoltaram com o meu último desabafo ‘Amélia é que era uma fdp’. Elas me inspiraram a fazer um tratamento de choque com meu marido Ogro para ele começar a dividir comigo as tarefas do dia-a-dia.

A experiência rendeu um aprendizado grande na arte de como lidar com Ogros. Por isso, achei importante dividir o que aprendi com as minhas amigas voyeres que sofrem com os mesmos problemas. Organizei aqui o conhecimento adquirido em 3 dicas que ajudarão vocês a educar seus Ogrinhos em casa:

Dica nº 1 – Seja franca, divida sua insatisfação:

Os Ogros são criaturas perfeitamente capazes de entender nossa angústia, o problema é que eles não são muito sensíveis. Nunca espere que eles ‘percebam’ por conta própria que há um problema. Você precisa falar, com todas as letras, o que a está chateando, se necessário desenhe.

Dica nº 2 – Faça o Ogro se comprometer:

Não adianta apenas fazê-lo entender o problema, é preciso conseguir que ele se comprometa a colaborar. Cuidado para não ser enrolada, eles conseguem mudar o foco com muita facilidade. Minha experiência pessoal diz que contrato oral não adianta, meu conselho é fazê-lo assinar um termo de compromisso (a digital do polegar direito já é suficiente).

Dica nº 3 – Ameace:

O Ogros são criaturas volúveis e manipuladoras. Eles mudam com facilidade promessas e conseguem argumentos que defendam sua preguiça. Não adianta mostrar o termo de compromisso assinado (ajuda, mas não adianta). Por isso, não meça as ameaças. Use todos os recursos de sua mente venenosa. Vale tudo nessa hora, mas, pasmem, a ameaça que tem melhores resultados é a greve da Amélia na hora do almoço: se recuse a fazer qualquer coisa se ele não levantar a bunda do sofá. Se possível, faça exatamente o que ele estiver fazendo (se ele estiver assistindo o futebol, abra uma cerveja e assista junto com ele). Largar calcinhas do mesmo modo que eles largam as cuecas funciona muito bem também.

Por fim, se nada disso der certo, faça o eu fiz nesse final de semana: arme um barraco daqueles. Desça do salto sem dó nem piedade (eu joguei na pia a macarronada que estava servindo na mesa). E se eles te mandarem para a pqp, siga o conselho e vá para casa da sua mãe. Garanto que quando você voltar, estará tudo limpinho esperando por você.

E o Ogro? Devidamente adestrado e morrendo de medo da esposa enlouquecida.





Ser ou não ser brasileiro?

18 06 2009

para o blog

Adorei o último post da Tati (‘Amélia é que era uma fdp’)! Sabe que o texto ‘Machismo na França’ da nossa correspondente venenosa, Amanda, também me deixou puto? Li esse post à noite e passei o dia inteiro seguinte pensando no que ela escreveu, não só sobre as pessoas dividirem tarefas domésticas, mas sobre os valores que essas civilizações mais desenvolvidas têm (não trair, não dar cantadas grotescas) que nós não temos. Quando eu penso nisso me dá vergonha de ser brasileiro…

Tô puto também com o que aconteceu na parada gay! Não que eu goste da parada em si, não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas explodir bombas ou quase matar um cara a chutes é muita ignorância! Se você não gosta de gays, pelo menos pense no dinheiro que eles estão deixando na tua cidade!

E naquela mesma noite, a TV estava ligada no programa Super Pop (écowpt!) e acabei assistindo a uma discussão sobre o fim do mundo em 2012. Eu parei para ver os absurdos que o povo dizia e o que mais me impressionou foi que o entrevistado, um cético que questionava o que estavam dizendo, foi “detonado“. Eu fiquei puto! Pessoas falando absurdos sem nenhum fundamento científico sendo aplaudidas enquanto um cara realista era vaiado e chamado de mal-educado pela apresentadora? Hello-ôw!!!! O Brasil definitivamente merece ser o que é…

Nossa como eu tô puto! Quero ir embora!





Coluna ‘Enfim Sós’ – Amélia é que era uma fdp!

17 06 2009

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O novo post ‘Machismo na França, escrito pela nossa correspondente venenosa, Amanda, em seu blog ‘Petit Journal de la Porte Dorée’, me causou insônia ontem. Na verdade, o que aconteceu foi que durante todo o dia agitado que eu tive ele ficou guardadinho no meu inconsciente e só se manifestou no momento em que eu deitei minha cabecinha linda e loira no travesseiro.

Foi naquele momento que as declarações ‘os homens franceses fazem tarefas domésticas… Eles limpam a casa, lavam a roupa, fazem comida, tanto quanto a mulher’ e ‘Aqui não tem essa historia de ‘dupla jornada’ feminina não’ me deixaram fula da vida por ter nascido brasileira e burra. Sim, meus amigos voyeres, burra! Porque até eu começar a matutar essas declarações, eu estava satisfeita e contente por ter dado conta de uma imensa quantidade de roupas para passar, que tinham se acumulado no feriado, em tempo de ter 5 horas de sono (deitei às 2 da manhã). Eu não estava nem puta por ter ficado com bolhas d’água na mão e dor nas costas.

Sou ou não sou uma besta quadrada? Enquanto eu me acabava na tábua de passar, meu digníssimo marido Ogro já estava no seu vigésimo sono e, inclusive, não queria ser perturbado no quarto, portanto, eu que guardasse as roupas na pontinha do pé.

Pensem comigo: trabalho tanto ou mais que ele e estudo à noite a mesma quantidade de horas que ele. Por que, então, a tarefa de passar aquela quantidade enorme de roupa não foi dividida irmãmente? Se a gente ficasse responsável cada um por sua roupa já seria um adianto danado. As camisas sociais dele são ‘’ para passar, quando você termina um lado, a porra do outro lado já ta todo amassado. Um inferno!

O mesmo vale pra faxina e pra comida. Passo minhas sagradas horas do final de semana que nem uma Amélia, me dividindo entre o fogão e o esfregão. O máximo que ele faz, mesmo assim no tempo dele (que é sempre depois de algum jogo de futebol), é estender uma roupa e secar o banheiro. E vamos combinar que isso num dá trabalho nenhum, kct!

Enfim, sou uma burra e a sociedade brasileira é escrota toda vida. Porque se eu começar a fazer escândalo exigindo direitos iguais dentro de casa e me recusando a levantar da cama em tempo pra arranjar o almoço do Ogro, eu vou ser taxada de preguiçosa que não cuida do marido direito. ‘Quê que tem fazer uma faxininha e passar uma roupinha enquanto sua faxineira de uma vez na semana está de férias?’, minha mãe me pergunta. Até minha ‘pópria’ mãe fica contra mim… E o Ogro repetindo animadamente o que a vovó dizia pra ele: ‘Em casa que tem mulher, homem não trabalha!’.

Tô lascada mesmo, só Jesus na minha vida!





Ser ou não ser um insatisfeito?

12 06 2009

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Dia dos namorados…

Casais apaixonados trocando presentes e tudo mais enquanto eu me pergunto: por que eu não tenho um(a) namorado(a)? Eu tinha várias teorias: não sou atraente, não tenho um carro com rodas bonitas, não tenho dinheiro etc. Contudo, há duas semanas um amigo me disse que o problema é que eu não aceito ninguém que não seja “perfeito”. Tentei argumentar a meu favor, mas a teoria dele definitivamente tinha fundamento…

O dilema aqui é que eu não estou disposto a mudar a minha definição de “perfeição” para um possível relacionamento afetivo. E a definição de pessoa perfeita que eu uso vem de um outro amigo: “tem que ser alguém que me atraia sexualmente e, principalmente, alguém com quem eu goste de conversar porque a maior parte do tempo estaremos conversando e não fazendo sexo”. Só dois pré-requisitos! Nem quero tanto… Não tenho culpa se essas pessoas quase não existem… E quando existem ou são homens heterossexuais ou são mulheres casadas…

O fato é que estar com alguém exige tempo e dedicação. Dá muito trabalho! Se não for pra ser com alguém legal, pra quê gastar tempo e energia com isso quando existe tanto pra ser feito por nós mesmos? (ficar rico, por exemplo).

De toda maneira, com ou sem presentes, espero que todos tenham um excelente dia dos namorados!





Destilando Veneno no 2º Luluzinha Camp RJ

10 06 2009

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Amigos voyeres, sábado passado o Destilando Veneno esteve presente na 2ª edição do Luluzinha Camp RJ. Sei que a notícia já ta meio velhinha, principalmente em tempos de Twitter, mas essa que vos fala anda mais enrolada que carretel e só teve tempo de escrever esse post hoje, tá?! Portanto, relevem!

Voltando ao assunto, o Luluzinha Camp é um encontro de mulheres blogueiras e ‘interneteiras’ que está em sua segunda edição no Rio de Janeiro, mas acontece também em vários estados do Brasil. A idéia do encontro é ser um club da luluzinha do mundo online, onde a mulherada se reúne para trocar informações e se divertir.

A reunião do Rio teve oficinas de prática de yôga, bate-papo sobre web, aula prática de automaquiagem e aula de scrapbooking. Mas o que a gente mais gostou mesmo foi dos presentinhos, porque nós ‘semo pobre mermo’ e amamos ganhar brindes! O Leonardo é que morreu de inveja por não ter ido, mas ele tá todo errado, tadinho. Mesmo que estivesse no Rio no sábado, ia ser barrado, porque homem não entra! Num é ‘timais’?!

Vejam aqui as fotos do evento.





Coluna ‘Enfim, sós’ – Caso de amor à distância

9 06 2009

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Eu sei, seu sei, preciso tirar o ódio do coração senão o próprio coração falha. Sem falar nas rugas… Mas só de pensar nisso já dá um ódio! Porque, do jeito que a minha vida anda, to achando que vou morrer precocemente e toda enrugadinha.

É nisso que dá ter um futuro médico como amigo, ele lembra a gente da tal da saúde. Aliás, tô meio negligente com ela mesmo, mas cadê o tempo para marcar aquele bando de consultas que precisamos ir todo ano? Jogue a primeira pedra quem nunca adiou um preventivo ginecológico ou uma visita ao dentista!

Falando nesse meu amiguinho, acho que está na hora de contar sobre nosso caso de amor de mais de 12 anos. Como ele mesmo disse, nós somos o ‘Will & Grace’ de uma realidade alternativa. Isso porque mais de 1300 quilômetros nos separam, ele mora no interior do Paraná (próximo à cidade de Cascavel) e eu no Rio de Janeiro (capital) e sempre foi assim. Nós sabemos dos detalhes mais sórdidos da vida do outro, mas, pasmem, nunca nem nos abraçamos!

Como isso é possível? Pois é, amigos voyeres, nosso passado nerd nos condena! Eu vi o endereço do Leonardo em uma seção de um jornalzinho (não lembro mais qual) que falava sobre amizade por correspondência. Escrevi para ele e nos tornamos ‘pen pals’. Ah! Atenção para o pequeno detalhe sórdido: isso foi em 1996!

Desde então, nossa amizade evoluiu junto com a tecnologia (lógico que a troca de cartas ficou pra história) e estivemos presentes (não fisicamente, mas em espírito e pensamento) na vida do outro em momentos muito marcantes: eu fui a primeira pra quem ele saiu do armário e ele o primeiro a saber da minha estréia no mundo do sexo. Enfim, sabe aquelas coisas que a gente só confessa no leito de morte? Então, eu conto pro Leonardo e ele pra mim. E não se iludam, a distância não impede aquele esporro básico ou puxão de orelha merecido. Eu que sei!

Mas vocês devem estar se perguntando por que cargas d’água a gente ainda não se encontrou, não é mesmo? Sabe que a gente se faz a mesma pergunta?! Lógico e evidente que já tentamos marcar o encontro diversas vezes, aliás, foram muitas tentativas: nossas formaturas, meu casamento, viagens etc. Mas sempre acontece alguma coisa que impede, algumas vezes por minha causa, outras por causa dele. Anyway, a vida (essa cafetina safada) ainda não quis que acontecesse. Mas eu tenho um forte pressentimento (e esperança) que esse encontro vai sair esse ano. Mais precisamente no reveillon, que estamos combinando de passar em Floripa. Vai ser campo neutro, nem aqui no Rio de Janeiro, nem lá no Paraná, então, acho que nada irá conspirar contra a gente.

Cruzem os dedos por nós! Até porque essa situação já ta ficando meio ridícula, esse primeiro abraço ta difícil de sair, né não, senhor Leonardo José?!





Coluna Ser ou não ser – O ódio enrijece o músculo cardíaco!

5 06 2009

coração
O ódio! Ai o ódio!” Vocês perceberam a intensidade com que a nossa amiga Tati está colocando esse sentimento negativo no universo? (último parágrafo do post “Por que parei de fumar mesmo?“).

Por isso, hoje não vou falar de “viadagens”. Hoje o assunto é sério: SAÚDE!

Parar de fumar pra sentir ódio não resolve nada! Meu amigo me disse que o ódio enrijece o músculo cardíaco (que é formado por células longas, ramificadas, mononucleadas e anastomosadas). Em outras palavras o ódio faz mal pro coração! E também pro tecido epitelial: Radicais livres -> Rugas… Vocês conhecem a história toda, né? Odiar e fumar são tão parecidos no mundo fisiológico. Portanto, não sintam ódio, ok?
 
Ah, sim… Eu deveria ensinar como não sentir ódio, mas dá muito trabalho. Apenas tentem não esquecer das rugas (porque no coração sei que ninguém vai pensar). Se já for meio tarde e as rugas já estiverem bem visíveis, procure um dermatologista, vocês ficarão impressionados com o que eles são capazes de fazer. A medicina à serviço da beleza é mesmo incrível! Mas isso já é outro assunto…





Coluna ‘Enfim, sós’ – Por que parei de fumar mesmo?

4 06 2009

cigarro

Ontem eu me fiz essa pergunta depois de 3 meses sem fumar… Sabe quando você tem um dia daqueles no trabalho e, depois do expediente interminável, você ainda precisa enfrentar 3 horas maçantes de aula pela frente? Pois é, meu dia foi pior: porque além das 3 horas de aula ainda tive que discutir o trabalho em grupo que será apresentado na semana seguinte, porque o professor não tinha o que fazer, resolveu passar um mega, hiper, ultra trabalho que precisa de uma maldita apostila de explicação para entendermos como executá-lo. Oi? Eu tenho vida além da pós!

Se a história do meu dia acabasse por ai, acho que já era justificativa suficiente pra eu precisar de um cigarro. Mas ainda tem mais! No finzinho da discussão do trabalho em grupo (quase 22:40 da noite), meu digníssimo marido Ogro me liga: ‘Amor, ta onde?’, ‘Por que tem gente rindo aí no fundo? Você ta aprontando? Olha lá, hem?!’, ‘Sei… Escuta, dá pra você trazer um chocolate pra mim?’, ‘Deixa de ser imprestável, não custa nada passar na padaria e comprar um chocolate pra mim’.

Como assim, Bial? Imprestável? Eu ainda tinha 40 minutos de metrô pela frente, 10 em uma integração pra conseguir chegar no meu ponto quase meia noite e ainda ter que passar na padaria e comprar um chocolate pro Ogrinho quentinho, embaixo da coberta, assistindo futebol? Num fode!

Mas sabe como é, 40 minutos de metrô e 10 de integração foram suficientes pra me acalmar e a padaria não parecia tão longe assim, eu até precisava comprar pão pro café da manhã mesmo. Enfim, lá foi a palhaça comprar o chocolate. ‘Niki’ eu chego lá, qual foi minha surpresa ao descobrir que não tinha o bendito chocolate? Liguei pro Ogro e perguntei se servia um biscoito recheado e olha o que eu ouço: ‘Não, obrigado, só serve chocolate mesmo’.

Respirando fundo, voltei pra casa no passo de ‘não quero ser assaltada’/ ‘to atenta, não tente nada comigo’ e quando chego, surpresa! Tudo virado de cabeça pra baixo: Louça na pia, garrafas d’água vazias, sanduicheira toda cagada de queijo, sapatos, meias e camisas sujas (sim, no plural) espalhados pelos cômodos, copos (sim, no plural) largados no chão da sala, joysticks do Playstation no chão do escritório… E o Ogro, você me pergunta? Exatamente como eu esperava: esparramadão no sofá, debaixo da manta, assistindo futebol.

O ódio… Ai, o ódio! Foi exatamente nesse momento que eu me perguntei: por que caralhos cabeludos eu parei de fumar mesmo? Por causa da minha saúde? Pra não ficar fedendo à fumaça? Sim, claro… Mas teve mais um motivo forte, qual foi mesmo? Ah, o Ogro! Tinha que ser o Ogro… E tem gente que dá um braço pra casar cedo.








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